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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

6 de Novembro – A dura tarefa de comprar uma lembrança

É verdade.

Ainda continuo sem carro e portanto as dificuldades em movimentar-me, à medida que vou fazendo uma vida quase normal (neste caso o quase deve-se apenas à falta “da metade”;)), começam a surgir mais dificuldades…

Ontem foi aniversário da Andreia e, por toda a amizade e companheirismo que tenho recebido da parte deles, pretendo dar-lhe uma lembrança (e não uma prenda pelo significado que alguém, já longinquamente, me explicou…).

O meu objectivo inicial era uma peça de roupa. Todos os homens sabem a felicidade que é para uma mulher ter um “trapinho” novo portanto… Mas claro… Algumas dificuldades. Depois de me aconselhar com a minha metade fui aconselhado a não arriscar em calças nem sapatos. Pois bem… Avizinhava-se uma tarefa complicada…

Basicamente ando na cidade à noite, ou para ir para a diversão, ou para o futebol ou para jantar e, obviamente, nessas alturas não consigo identificar potenciais lojas.

Como tal tive que recorrer aos préstimos das colegas.

Depois de muitas indecisões e dúvidas algumas sugestões de lojas que se poderiam enquadrar no padrão que tinha definido. Foi-me ainda sugerida uma loja de lingerie com “coisas muito engraçadas”… Bom… A palavra amiga tem muito que se lhe diga… Mas perceberam que me estava a referir ao verdadeiro sentido da palavra…

Precisei então, porque ainda não tenho o carro, que me levassem a percorrer o percurso que tinha traçado. Fui com um dos estafetas que temos na empresa.

O Zé 28. Um homem muito castiço. Durante toda a viagem fomos a falar sobre a realidade deste país. Tentei ao máximo perceber coisas que desconheço sobre este país. Ouvi vivências do período da guerra, descrições de acontecimentos, acções estratégicas, etc… Fiquei também a perceber como “se organiza o país”, ou seja, quais os locais com melhor potencial de exploração de petróleo, mas também os locais onde se extraem alguns dos tipos de diamantes e os locais onde existem exploração agrícolas… Tanta e tanta coisa… Foi uma viagem muito enriquecedora…

Entretanto, após muitas filas, aproximámo-nos da primeira loja. Apesar de estarmos próximo o trânsito estava todo parado e o Zé aconselhou-me a ir a pé enquanto ele parava ali o carro em segunda fila. Assim fiz… Obviamente que com bastante receio mas, felizmente, tudo correu sem sobressaltos…

Ao chegar à loja, infelizmente, vendia apenas roupa para homens. Aproveitei para perguntar logo ali se as outras lojas onde pretendiam ir tinham roupa de senhora. Azar. A única que tinha era exactamente na outra ponta da cidade… Com o trânsito que estava não conseguiria chegar a horas.

Já no carro decidi passar ao Plano B. Um perfume. Queria agora um perfume. Nesse momento o Zé disse que então era melhor pararmos ali o carro e ele iria comigo a outra loja. Depois de mais 5 minutos a pé “a loja”. A prática era apenas um cubículo com 4 metros quadrados. Um balcão e muitos perfumes…

Numa primeira observação só conheci um dos perfumes. Era um daqueles que, sabia, não comprometia. Todos os perfumes estavam selados pelo que, sem sentir o seu aroma, estava fora de questão arriscar. De qualquer forma a rapariga lá me perguntou para que idade era. Expliquei que era para uma senhora de 30 anos e ela, com uma expressão do género “Ah, já percebi… Tenho mesmo aqui aquilo que precisa”. Procura dentro do balcão e diz-me, enquanto eu olhava para todas as caixas expostas no balcão, “aqui está o …. da Britney Spears”. Confesso que não ouvi nada… Só o “Britney Spears” me suou… Ao levantar os olhos deparo-me com uma caixa cinza na parte superior e rosa choque na parte inferior… Nem queria acreditar…

Expliquei-lhe que queria assim um bocadinho mais sóbria… Que era para uma senhora de 30 anos e não para uma menina de 18 (sem ofensa para quem, eventualmente, utilize esse perfume).

Novamente ela diz-me “então este está óptimo” e mostra-me uma caixa que dizia “Eden”. Como estava fechado perguntei “qual é o odor deste, sabe?”. Em resposta uma pérola… “É como o nome… Cheira assim como a isto da caixa.”. Bom… Neste momento desisti. A caixa tinha uma imagem que parecia retirada de um filme do tarzan (mas a cores). Cheia de folhas, plantas etc… Achei que seria melhor não perguntar mais nada e, olhando para o primeiro que vi, disse que era aquele que queria e conclui com um “vamos ver se ela gosta”.

Saímos da “loja” e regressámos ao escritório.

Duas horas e meia depois estava novamente no escritório. Julgo que não teremos percorrido 10 km…

2 comentários:

Andreia* disse...

Eu gostei e muito.
Mas eu nao sou uma senhora de 30 anos!!!! Fiz 25!! Hipopotamo feio!!
Luanda sente a tua falta e nós também...*

repórter de improviso disse...

Ainda bem que gostaste... (também se não gostaste olha... Temos pena.. hihihihihihihi)

Claro que uma prenda em Luanda não é igual a uma prenda em Portugal portanto olha... Foi o melhor que se arranjou...

Quanto à idade desculpa... Passou-se algo enquanto escrevia. Devo ser desléxico ou assim qualquer coisa. Eu disse à rapariga 21 anos mas, por algum motivo, escrevi 30...

Será do Guaraná?

Deve ser da idade (a minha!!!).

;) ;) Eu também sinto a falta dos Hipos... São feios mas pronto... eheheheheheh

Abreijos

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