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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

22 de Agosto – Já existem actividades de lazer!!!

Quando o repórter me disse que um colega estava a organizar uma espécie de torneio de paintball e que nos tinha convidado, a minha primeira resposta foi: “Uhmmm, não estou muito para aí virada, mas vamos, tu participas e eu fico a ver”. Deves deves... era o que eu pensava!

Até ao dia propriamente dito, a organização foi sendo progressivamente alterada, até se transformar num Domingo radical, com programa completo, para colaboradores da empresa do repórter, familiares e afins.

Para ser sincera, na véspera começou-me logo a doer o corpo quando me apercebi que nos tínhamos que levantar às 7h00 da matina, mal sabia o que estava para vir!!!

Depois de ultrapassarmos 2 pontos de encontro que permitiriam reduzir a quantidade de carros a deslocarem-se para o local que nos estava a deixar na expectativa, lá se iniciou a excursão com destino à Quinta do Destino :) perdoando desde já a redundância!

A Quinta do Destino é uma espécie de resort que fica nos arredores de Luanda, com todo o tipo de serviços, desde equipamentos desportivos, local para a prática de desportos radicais, piscina, jacuzzis, espaço para conferências, salão para realização de eventos, e o alojamento é feito em bungallows de várias dimensões. Segundo nos informaram no local, foi um espaço idealizado para acolher a selecção angolana de futebol durante a realização do CAN 2010, contudo a sua construção não foi concluída a tempo de servir esse propósito. Agora é um espaço utilizado não só para alojamento, mas para a realização de eventos, jantares temáticos, actividades radicais, entre outros.

À chegada fomos recebidos por colaboradores da empresa que iria coordenar o dia, a Sector 7, dedicada à realização de actividades radicais, que nos encaminharam para a primeira etapa: pequeno-almoço!!! Segundo os mesmos, iríamos precisar de reforço :)

Ultrapassada a primeira etapa com distinção, ou não fôssemos todos bons garfos, passámos à segunda: apresentação de todos os intervenientes.

Foram momentos engraçados porque a coordenadora das actividades inicialmente pediu que nos apresentássemos e posteriormente, numa espécie de actividade de team building, cada um de nós tinha que apresentar quem estava ao seu lado, conforme a memória deixasse! No final tínhamos um grupo composto por angolanos, cubanos e portugueses, das mais variadas cidades, dos mais variados sectores de actividade e, no caso dos não nacionais, com distintos períodos de permanência em Angola, o ponto que nos unia a todos.

Seguiu-se a separação em equipas, em que os repórteres ficaram afastados mas sem terem que competir entre eles. Vá lá... safámo-nos!

Depois de alguns jogos para estabelecer empatia (foto seguinte) entre os membros da mesma equipa, ao mesmo tempo que faziam estalar gargalhadas sonoras, deu-se mais uma divisão, em que a minha equipa era uma das primeiras a jogar paintball. Assim que manifestei a minha vontade em não participar, foi-me devolvido um comentário desafiante por parte da coordenadora, seguindo-se um conjunto de olhares interrogativos por parte dos meus colegas, que no seu conjunto questionavam a minha coragem para enfrentar o jogo... pronto... que se lixe... se amanhã não me mexer, paciência...


E cá está o resultado! Muita garra para enfrentar os adversários :)

A Equipa da Co-Repórter (Equipa Serra da Chela):


Depois de muitos tiros disparados, de terminar o gás da pistola obrigando-me à rendição, e de dois abrasões nas costas provocados pelos disparos da equipa contrária, e muita transpiração, era tempo de ceder o campo à equipa do repórter e respectiva equipa adversária, e passar à escalada e slide!

E agora a Equipa do Repórter (que se revelou muito bem táctica e estrategicamente e, nos 5 jogos feitos, aniquilou toda a equipa adversária…)


À nossa espera estava uma estrutura metálica, a qual era necessário escalar por uma parede de corda, no cimo da qual poderíamos então disfrutar do prémio final, deslizando até ao solo!

A Co-repórter a subir a torre


E o Repórter a preparar-se para iniciar a descida:


A maioria conseguiu, outros nem por isso, quanto a mim, teria voltado a repetir não fosse a hora de almoço ter chegado. Quem diria que a manhã passaria tão rápido?!

Sendo buffet, tivemos a oportunidade de experimentar uma série de pratos típicos nacionais, muitos já conhecidos, outros nem tanto, e foi aí que se deu um momento insólito. Os membros da minha equipa, todos angolanos ou há muito mais tempo que eu em Angola, incitaram-me a comer uma iguaria presente, de aspecto muito duvidoso, que dá pelo nome de catatos. Ora bem... sob a máxima de que há sempre uma primeira vez para tudo e que não iria então morrer sem experimentar aquilo que insistiam ser tão bom, ainda pensei em perguntar o que era, mas ao olhar uma vez mais para eles, demovi-me de o fazer e retirei decidida uns 4 para o prato. Três ficaram no mesmo sítio onde os tinha colocado, e um deles só desceu pelo esófago porque não fui capaz de impedir o seu curso depois de o meter à boca e preferi engoli-lo. Não, definitivamente não era bom como diziam, segundo os meus parâmetros. Venha Feijão Óleo de Palma, isso sim!!!

Para terminar a tarde tivemos ainda direito a duas demonstrações de danças Angolanas:



Mais tarde vim a saber que a opinião sobre Catatos não era generalizada e entre os meus colegas de trabalho, todos angolanos, ninguém comia, sendo que dois deles nem sequer se arriscavam a provar. Acabaram por ser eles a explicar-me o que eram. Afinal de contas já tinha comido, portanto... Catatos são larvas que andam no tronco de algumas árvores, são colhidos e cozinhados. No fundo não me pareceu assim tão estranho comer Catatos, sendo eu uma apreciadora feroz de Caracóis, sobretudo os da minha mãezinha :)

E pronto, assim se passou um belo Domingo, em boa companhia e de forma diferente do habitual. Claro que com o aproximar da noite o corpo foi começando a dar sinais, os músculos doíam, os braços, pernas e costas doridos, e muito, muito cansaço! Foi chegar a casa, dar um beijinho à famelga via Skype e dormir que o despertador de manhã chamaria cedinho.

2 comentários:

Paulo disse...

Angola a evoluir nas atrações turisticas...!

repórter de improviso disse...

É verdade... Inevitávelmente a oferta tem que começar a alargar... O número de pessoas que cá está e a oferta disponível assim o exige.

Esperemos que diversifique e que melhore!!!

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