Páginas do TerraAvermelhada.blogspot.com

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

24.Jul.2011 - Mais uma mudança de casa

Para o repórter, o histórico e o contador já mostravam o seguinte registo:

2 anos praticamente cumpridos em Luanda - Duas mudanças de casa;

Para mim era:

1 ano cumprido em Luanda - Uma mudança de casa.

Portanto já puderam ver que as mudanças era algo familiar para ambos.

Vai daí, não nos dando por satisfeitos, fomos forçados a mais uma. A verdade é que já a andávamos a antecipar, uma vez que a rotina do repórter estava a tornar-se um massacre com o despertar diário às 5h da manhã, mas não é menos verdade que o pequeno tremor de terra que afectou o chão do quarto do nosso apartamento, precipitou uma mudança ainda que parcial, já que muitas coisas ficaram a aguardar transporte posterior.

Se já tínhamos sentido, eu por uma vez, e o repórter das duas vezes anteriores, que as coisas que tínhamos em Luanda eram muito, mas muito superiores às que tínhamos quando iniciámos esta jornada, agora ainda sentimos mais, e só mudámos roupas e sapatos, basicamente... 

O resto ficará para a mudança definitiva, a ocorrer mais tarde.

E pronto, um fim-de-semana a trazer coisas, uma semana à frente para arruma-las (sendo muuuuuito optimista) e uma nova morada, de volta à cidade!



PS: Para os que programam mudanças em Luanda, infelizmente ainda não existem papéis espalhados pelos postes de electricidade com contactos de empresas de mudanças. Existem sim uma ou duas empresas cujo contacto é passado entre as pessoas. Ainda nos sugeriram fazê-lo, mas achámos que a quantidade de coisas não justificava os valores cobrados (cerca de 500 USD).

Caso tenham a possibilidade de solicitar ajuda à vossa empresa, e esta disponha de carrinhas e uma ou duas pessoas da manutenção para disponibilizar, sugerimos que o façam, mas que tenham tudo preparado de forma a que seja só entrar e carregar, caso contrário podem ter algumas surpresas menos boas.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

23.Jul.2011 - Um ano de Angola da Co-Reporter


Faz hoje um ano que vim para Angola, que aterrei pela primeira vez na Terra Avermelhada e vim encontrar o repórter à minha espera.

Lembro-me que tinha muitas ideias do que era, do que vinha encontrar. Lembro-me que tinha lido muito, visto muito sem antes ter cá chegado. E por mais que vejamos, por mais que nos falem e nos contem, nada é igual ao que sentimos quando chegamos, quando vemos de perto, quando vivemos cá.

Um ano de vida e um ano de vida em Angola, em Luanda. Muitas histórias para contar. Muitas histórias boas, sem dúvida, mas algumas más também. Conheci e vivi do melhor e do pior. Acima de tudo tentei aprender com o pior que vivi e acreditar, ainda que posteriormente, que acontecia por uma razão. 

As memórias boas estão todas registadas, seja em fotos, seja neste blog, seja na alma ou no pensamento.

Num ano mudei de emprego, abracei um novo projecto sem olhar para trás, casei, conheci pessoas novas, algumas entraram na minha vida, outras não, conheci lugares novos em Angola, conheci novos países, um deles que não julgava conhecer tão rápido pela distância, estabeleci novos objectivos pessoais e profissionais, recebi novas responsabilidades e uma equipa para gerir, aprendi a gostar de comida diferente, o gin tónico passou a ser a minha bebida preferida, viciei-me em ginguba (o amendoim de Angola), comecei a escrever num blog, este blog, aprendi a gerir a distância e a tentar minimizar os seus impactos emocionais, aprendi que não se consegue controlar as saudades e que ser portuguesa acentua esse sentimento tão nosso, conheci música nova que toca todos os dias no meu carro, e a lista continuaria, afinal foram 365 dias que passaram. Mas sobretudo senti e reconheci que não deixei de viver, mesmo num contexto adverso e longe do que era e ainda é meu!

Há 365 dias atrás dizia que ia ficar por três anos, 365 dias depois não sei se ficarei por mais 365 ou se multiplicarei esse número por 2, 3, 4...

Aos que me ajudaram a viver este ano novo, difícil, o meu infinito obrigada. Não sou uma pessoa fácil, entre muitas coisas sou uma pessoa de paixões e de saudade, e sem vocês não seria possível enfrentar esta aventura e poder aprender com ela!






domingo, 5 de agosto de 2012

14.Jul.11 – Blog atinge 6.000 visitas…


Pouco há a dizer…

Fica apenas o registo…

O nosso sincero obrigado.

12.Jul.11 – Alteração do mundo financeiro… E não só!


Não sendo um tema da Terra Avermelhada afeta-a, à semelhança do que acontece em todo o mundo. Também na Terra Avermelhada se sentem os efeitos da crise. 

Esta crise que iniciou em 2008 teima em manter-se e, a cada semana que passa, torna-se mais evidente que o sistema financeiro continua a ser posto em causa.

Esta é uma situação muito complexa e, na minha opinião, imprevisível. Muitas opiniões e análises temos ouvido por parte de competentes economistas mas, na realidade, a situação é de tal forma peculiar que ninguém sabe concretamente o que poderá originar.

Tenho apenas a “certeza” que estamos num momento histórico, pela negativa, da Humanidade. Infelizmente acredito que este período ficará marcado como um ponto negro da nossa história.

Cabe-nos a nós tentar vencer da melhor forma possível num período de tanta austeridade e tanta dificuldade. Este é um ponto de mudança de muito do que temos como adquirido e de um modelo que tinhamos como correcto e infalível.

Um dos exemplos muito actuais:


Infelizmente tudo se torna muito mais estranho quando tanto se fala “nos mercados”. Essa grande entidade amorfa e sem caras que muitas das vezes serve para justificar a especulação que Portugal está a sofrer.
Acredito que o verdadeiro motivo desta crise não está ao alcance do comum dos mortais.. Muitas teorias vão surgindo e, acredito, muitas delas não passam de teorias da conspiração baratas.

Pelo facto de não ter conhecimentos ou capacidade para validar muita da informação que circula actualmente, o repórter, deixa apenas os link’s para informação diversa que nos poderá sempre ajudar a perceber algo…















sábado, 4 de agosto de 2012

04.Jun.11 – Um dia especial fora da Terra Avermelhada



O primeiro post que escrevi sobre este dia perdeu-se. No meio de tanta mudança, perdeu-se… estava com muito sentimento e tenho receio que este não reflicta o mesmo... perdoem-me por isso.

O dia 4 de Junho de 2011 começou a ser planeado muito tempo antes, com muito detalhe. O que se tornou uma missão complicada de gerir, pela distância. Quisemos ser detalhistas ao ponto de fazer as pessoas sentirem-se mais do que convidadas do nosso casamento, mas realmente parte dele. Executar esta tarefa a 7.000kms de distância, e com o ritmo de trabalho e de vida que aqui em Luanda se impõem, não foi tarefa fácil. A internet foi uma das nossas maiores aliadas, mas o nosso pior pesadelo também J Muitos fins de semana perdidos, muitas horas de sono ficaram por dormir, muito stress acumulado... No entanto, depois das palavras e dos comentários que recebemos, apesar do cansaço extremado com que chegamos ao dia D, voltaríamos a fazer tudo de novo, porque foi nosso, foi vosso e foi maravilhoso!

O dia começou bem cedo. Apesar de termos decidido casar apenas da parte da tarde, quisemos aproveitar bem o dia, e o meu começou cheio de boa disposição logo às 8h da manhã no cabeleireiro, acompanhada da madrinha Rita, do Padrinho Patrick e da Matilde e da Gi, que iam registando o momento. Num instante, e depois de muitos flashes, seguimos caminho. A partir daqui, não sei o que se passou, mas tudo se sucedeu a uma velocidade vertiginosa. Num instante estava a dar pulos no quarto, ao som do Niño dos Belanova, que o Patrick colocou a tocar no sistema de som depois de ter gravado com muito carinho e saudade no seu Iphone, no instante a seguir estava a receber toneladas de abraços e beijos e carinho, das pessoas que iam chegando, e de repente já me estão a colocar o véu, e vou a descer a pé para a igreja, acompanhada do meu pai, das amigas e da família!

Se os momentos já se estavam a suceder rápido, desde que entrei na igreja, com o Repórter ao fundo à minha espera, ainda se começaram a suceder mais depressa. Tentámos aproveitar ao máximo a companhia de todos e mais horas o dia tivesse, mais horas teríamos aproveitado.

Esta sensação de que tudo sucedia à velocidade máxima, é indiscritível, mas julgo que comum à maioria dos noivos. No dia a seguir acentua-se, e chegamos mesmo a sentir que não aproveitámos nada. No nosso caso, a ida imediata de lua de mel, e o regresso posterior e também imediato a Luanda, acentuou esse sentimento, sobretudo porque não pudemos reviver o dia com a maioria das pessoas que estiverem presentes. Só com alguma longevidade face ao mesmo é que este sentimento desvanece, e depois de revermos muitas vezes as mesmas imagens, e revivermos os momentos, é que começamos a sentir que o dia não foi assim tão curto.

Mas foi sim, sem dúvida, o dia mais bonito das nossas vidas, não só porque tudo correu bem, tal como desejávamos, mas porque estivemos rodeados de todas as pessoas que amamos e que são importantes para nós. Acreditem que para quem vive tão longe de casa, é um sentimento único poder estar rodeado no mesmo dia, de todos aqueles dos quais vivemos afastados e de quem muita falta sentimos.

Claro que houve pequenas coisas que correram menos bem, como não haver música de entrada na sala, aquela que tinha sonhado, porque no meio de tanta coisa o repórter esqueceu-se desse detalhe do qual estava responsável :) Na altura pareceu uma coisa enorme, tais eram os nervos, mas no momento em que entramos, já noite, com as velas todas acesas, a decoração intimista que idealizamos e a mais maravilhosa que tinha visto, toda a gente de pé a aplaudir-nos, o que se tornou grande e nos encheu a alma, foi a sensação de carinho, conforto e pertença, que jamais esqueceremos.

A todos os que fizeram parte do nosso dia, e que fazem parte integrante das nossas vidas, se não o dissemos vezes suficientes durante o dia 4 de Junho de 2011, uma vez mais o nosso eterno obrigado por terem estado presentes. Sem vocês não teria sido o mesmo.

A todos os que estão longe de casa e planeiam um casamento, não desanimem, façam-no com empenho, dedicação e muito amor, pois momentos como estes recompensam tudo:





Um agradecimento especial à nossa fotógrafa, Matilde Berk, pelo seu trabalho maravilhoso, que não nos cansamos de ver, e ao Ludgero Afonso, pelas reportagem informal que foi fazendo ao longo do dia.

domingo, 29 de julho de 2012

25.Mai.11 – Semáforos a funcionar na zona da Sagrada Família…

E regressado de férias eis que sou surpreendido.

A rotunda da Sagrada Família tem semáforos!

É verdade.

Depois de muitas horas passadas no trânsito totalmente caótico espera-se que os semáforos venham tornar o trânsito mais fluído.

Esta não é uma opinião consensual pois alguns dos meus colegas dizem que o trânsito se tornará ainda mais caótico. Contudo eu considero que o caos criado se deve à inexistência de “regras na circulação”.

Quem conduzir em Luanda conhece-os bem mais deixo dois bons (sendo que lhes chamo bons apenas para tentar “demonstrar” o que pretendo referir) exemplos do que refiro:
   a) A possibilidade, que é bastante comum, de circular numa via em que existem 2 filas de trânsito que, escassos metros adiante, passa a ter 4 ou 5 filas;
   b) A sensação de que cabe sempre mais um carro e que é sempre possível avançar um pouco mais o que, como se perceberá, muitas vezes provoca o bloqueio total do tráfego que não consegue andar nem um metro (seja para  frente seja para trás).

Como uma imagem vale mais que mil palavras, proponho um exercício possível a qualquer pessoa que tenha acesso à net...

Abrir o google earth, identificar uma rua em Luanda que tenha o trânsito parado e tentar descobrir o que origina essa fila. Eu já fiz esse exercício e arrisco dizer que em 70% dos casos verificamos que a origem é uma viatura mal estacionada ou simplesmente parada.

Os próximos meses demonstrarão se os sinais luminosos não são uma excelente forma de colocar algumas regras nesta selva.

sábado, 21 de julho de 2012

12.Mai.11 – Produção Industrial aumenta significativamente


Gosto da frase, e da ideia que lhe está subjacente e, por isso mesmo, não me canso de a utilizar.

ANGOLA ESTÁ A MUDAR.

Hoje de manhã, quando me deslocava para o trabalho, ouvi um interessante programa na rádio (cuja estação não retive) chamado VECTOR. Tal como a locutora frisou o programa pretende ser um vector para a divulgação da economia Angolana. E, a avaliar pelo que ouvi hoje, o objectivo é totalmente cumprido.

E o tema (julgo que da semana) era “O sector dos materiais de Construção” mas, antes de o abordar, foi feita uma excelente nota introdutória que fez também referência ao tema da semana passada e é nesse que me vou focar…

Nessa nota foram divulgados os novos projectos industriais, já em funcionamento, para a produção de vidro (quer para utilização em garrafas quer para a produção de vidros de segurança para edificio) e, na sua sequência, foi explicado o grande impacto destas indústrias na economia Angolana.

E porquê? Porque com a produção nacional de garrafas de vidro (e também de latas para refrigerantes), o volume e valor de importações reduziu significativamente porque, até há poucos meses, Angola importava os produtos necessários para fazer o próprio refrigerante, e as garrafas (e latas) para efectuar o enchimento em território Angolano. Como se compreende, até há cerca de 2 anos, as importações eram de garrafas e latas já engarrafadas…

E este, na minha opinião, é mais um grande exemplo da rapidez com que a economia Angolana se tenta aproximar de outras mais desenvolvidas… Em cerca de 2 anos passa de importação total para importação apenas de alguns produtos necessários para a produção das bebidas.

A acreditar no que foi divulgado esta “pequena alteração” causou a redução de milhares de contentores que diariamente entopiam os portos Angolanos. E esses são os benefícios indirectos, que muitas vezes não valorizamos, do crescimento do tecido industrial.

Foi ainda feito um grande realce para a articulação entre o arranque da produção nacional e a actualização das pautas aduaneiras para este tipo de produtos que pretende, evidentemente, penalizar agora as importações destes produtos que, finalmente, já são produzidos em Angola.

Fiquei ainda a saber que as empresas ligadas à produção das garrafas, são de origem Sul Africana e que, para além da produção das garrafas para as suas marcas próprias (Coca-Cola, etc etc) vão também iniciar a produção de produtos nacionais (principalmente cervejas)

Agora julgo que me darão razão… ANGOLA ESTÁ A MUDAR!


NOTA: Peço que, caso saibam qual é a estação de rádio e/ou nome da jornalista me indiquem porque teria todo o gosto em acompanhar este programa e, se possível, obter os “podcast’s”.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...