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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

23.Jul.2011 - Um ano de Angola da Co-Reporter


Faz hoje um ano que vim para Angola, que aterrei pela primeira vez na Terra Avermelhada e vim encontrar o repórter à minha espera.

Lembro-me que tinha muitas ideias do que era, do que vinha encontrar. Lembro-me que tinha lido muito, visto muito sem antes ter cá chegado. E por mais que vejamos, por mais que nos falem e nos contem, nada é igual ao que sentimos quando chegamos, quando vemos de perto, quando vivemos cá.

Um ano de vida e um ano de vida em Angola, em Luanda. Muitas histórias para contar. Muitas histórias boas, sem dúvida, mas algumas más também. Conheci e vivi do melhor e do pior. Acima de tudo tentei aprender com o pior que vivi e acreditar, ainda que posteriormente, que acontecia por uma razão. 

As memórias boas estão todas registadas, seja em fotos, seja neste blog, seja na alma ou no pensamento.

Num ano mudei de emprego, abracei um novo projecto sem olhar para trás, casei, conheci pessoas novas, algumas entraram na minha vida, outras não, conheci lugares novos em Angola, conheci novos países, um deles que não julgava conhecer tão rápido pela distância, estabeleci novos objectivos pessoais e profissionais, recebi novas responsabilidades e uma equipa para gerir, aprendi a gostar de comida diferente, o gin tónico passou a ser a minha bebida preferida, viciei-me em ginguba (o amendoim de Angola), comecei a escrever num blog, este blog, aprendi a gerir a distância e a tentar minimizar os seus impactos emocionais, aprendi que não se consegue controlar as saudades e que ser portuguesa acentua esse sentimento tão nosso, conheci música nova que toca todos os dias no meu carro, e a lista continuaria, afinal foram 365 dias que passaram. Mas sobretudo senti e reconheci que não deixei de viver, mesmo num contexto adverso e longe do que era e ainda é meu!

Há 365 dias atrás dizia que ia ficar por três anos, 365 dias depois não sei se ficarei por mais 365 ou se multiplicarei esse número por 2, 3, 4...

Aos que me ajudaram a viver este ano novo, difícil, o meu infinito obrigada. Não sou uma pessoa fácil, entre muitas coisas sou uma pessoa de paixões e de saudade, e sem vocês não seria possível enfrentar esta aventura e poder aprender com ela!






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