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domingo, 9 de maio de 2010

6 de Março – Rio Longa Dia 1

Mais uma oportunidade para conhecer algo diferente neste vasto país. Mais uma vez, a minha descoberta foi feita com o grupo de amigos que me “adoptou”. Um fim-de-semana no Complexo do Rio Longa!

Mas o que é o Complexo do Rio Longa? A definição inicial que ouvi foi semelhante a esta: “um complexo turístico muito bom para descansar, em plena praia”. A definição colocou as expectativas bem altas…

Na realidade este relato começa no dia 5…

Porquê? Porque, depois da definição inicial, estava na altura de saber mais pormenores, e foi no dia 5 que a Andreia me disse: “O local não tem electricidade nos quartos, só tem rede de telemóvel num local muito específico, não tem nada para fazer à noite, e é um local com mosquitos portanto não te esqueças do repelente. Nós deixamos o carro num estacionamento e vamos de barco para lá… Ah, e temos que levar lanternas!”. A minha primeira reacção foi de espanto. E a segunda? De negação… Julgo que me saiu algo do género “O quê? Mas se é assim porque é que vamos para lá?”. Ela esboçou um sorriso bem audível e perguntou se já estava preocupado porque seria díficil falar com a minha metade. Bom… Esse era um dos factores, sem dúvida mas, para além disso, estava também admirado porque a definição inicial não fazia antecipar tamanhas privações…

Depois de desligar o telefone, uma vez que tudo já estava combinado, pensei “e porque não? Pode ser uma aventura engraçada”. E lá fui eu para casa, infelizmente, trabalhar até às duas e meia da manhã (sendo a partida às 6).

O percurso é pacífico… O complexo fica cerca de 50 km mais a sul de Cabo Ledo e, por isso mesmo, os problemas de trânsito resumem-se ao trânsito da cidade. O restante percurso, após Benfica, é apenas perigoso devido às velocidades e ultrapassagens…

Enquanto estacionávamos vimos então a “jangada”, moderna, que seria o nosso meio de transporte até ao complexo.

Após a partida “o primeiro postal”:


E lá arrancámos nós em direcção ao local tão “místico” que a Andreia tinha referido. Cerca de 2 minutos após a partida a vista era esta:


Depois de, num local, o “marinheiro” nos ter alertado para a presença de 2 jacarés (que nenhum de nós viu devido à distânci), olhando para trás tínhamos esta vista:


Cerca de 15 minutos depois da partida avistei aquilo que parecia ser o complexo


Mas pensei que não deveria ser aquele… Tendo em consideração o preço, deveríamos ir para algo um bocadinho melhor. Enquanto nos íamos aproximando a velocidade da “jangada” ia reduzindo e comecei a recear que, de facto, o complexo fosse ali. Nos primeiros instantes estava incrédulo. Não queria acreditar que era ali. As “casas” tinham um aspecto muito rudimentar e pouco confortável… Mais de perto a vista era esta:


Chegados a bom porto tínhamos uma anfitriã. Uma senhora já reformada da Namíbia que nos recebeu de uma forma muito carinhosa e família. O Pedro e a Paula são frequentadores “assíduos” e por isso mesmo tivemos direito a uma atenção mais especial. Feita a recepção iríamos então levar as coisas para os quartos e…




… e eram assim.

E após vistos os quartos, confesso, que as perspectivas para o fim-de-semana melhoraram significativamente.

Basicamente o complexo tem uma construção principal que é o restaurate e bar e depois, através de passadiçoes de madeira, faz-se o acesso aos quartos que são, basicamente, iguais entre si (excepção feita a um que tem, creio, 12 camas).

À frente do complexo um dos canais do Rio Longa e, do outro lado do cordão dunar, a praia. Para o acesso à praia cerca de meia dúzia de kaiakes para que os hóspedes não se molhassem.

Ao fim da tarde “um quadro” pintado à frente da varanda do quarto…




Enquanto registava “os quadros” outros dois…

A “Jangada” que faz o transporte desde o parque de estacionamento até ao complexo:


O passeio de kaiake de uma família…


E pouco tempo depois um pôr-do-sol tipicamente Africano.





E a minha preferida…


E depois de um belo jantar, não havendo energia eléctrica a nossa noite foi passada a jogar póquer na varanda do restaurante. Alguns mosquitos mas, sem dúvida nenhuma, um bocado bem passado. Parafraseando a Andreia “deitámo-nos com as galinhas” porque, sendo o pôr-do-sol pelas 18 horas pelas 21 já parece que é meia noite.

Também por isso um local óptimo para descansar.

5 comentários:

Anónimo disse...

Posso dizer que neste caso a inveja não é uma coisa má, pois não? :)
Ass: A primeira seguidora

repórter de improviso disse...

Não... Neste caso a inveja não é uma coisa má... Será por pouco tempo...

Anónimo disse...

Espero que sim repórter... Espero que sim...
Ass: A primeira seguidora

Anónimo disse...

alguém pode p.f dar-me o contacto para reservas. já tinha ouvido falar mas até à data não sabia de ninguém que tivesse lá estado.
p.f. responder p/ tmpaz_@hotmail.com
obrigado

repórter de improviso disse...

Viva "Anónimo".

O Complexo do Rio Longa, infelizmente, está fechado à algum tempo. Não se sabe ao certo quando abrirá.

Um grupo de amigos tinhamos reserva para este fim-de-semana que passou e foi-nos informado que ainda permaneciam fechados...

Quando estiver operacional (se isso acontecer) lembrar-me-ei de enviar o e-mail...

Cumprimentos

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