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domingo, 5 de agosto de 2012

12.Jul.11 – Alteração do mundo financeiro… E não só!


Não sendo um tema da Terra Avermelhada afeta-a, à semelhança do que acontece em todo o mundo. Também na Terra Avermelhada se sentem os efeitos da crise. 

Esta crise que iniciou em 2008 teima em manter-se e, a cada semana que passa, torna-se mais evidente que o sistema financeiro continua a ser posto em causa.

Esta é uma situação muito complexa e, na minha opinião, imprevisível. Muitas opiniões e análises temos ouvido por parte de competentes economistas mas, na realidade, a situação é de tal forma peculiar que ninguém sabe concretamente o que poderá originar.

Tenho apenas a “certeza” que estamos num momento histórico, pela negativa, da Humanidade. Infelizmente acredito que este período ficará marcado como um ponto negro da nossa história.

Cabe-nos a nós tentar vencer da melhor forma possível num período de tanta austeridade e tanta dificuldade. Este é um ponto de mudança de muito do que temos como adquirido e de um modelo que tinhamos como correcto e infalível.

Um dos exemplos muito actuais:


Infelizmente tudo se torna muito mais estranho quando tanto se fala “nos mercados”. Essa grande entidade amorfa e sem caras que muitas das vezes serve para justificar a especulação que Portugal está a sofrer.
Acredito que o verdadeiro motivo desta crise não está ao alcance do comum dos mortais.. Muitas teorias vão surgindo e, acredito, muitas delas não passam de teorias da conspiração baratas.

Pelo facto de não ter conhecimentos ou capacidade para validar muita da informação que circula actualmente, o repórter, deixa apenas os link’s para informação diversa que nos poderá sempre ajudar a perceber algo…















sábado, 4 de agosto de 2012

04.Jun.11 – Um dia especial fora da Terra Avermelhada



O primeiro post que escrevi sobre este dia perdeu-se. No meio de tanta mudança, perdeu-se… estava com muito sentimento e tenho receio que este não reflicta o mesmo... perdoem-me por isso.

O dia 4 de Junho de 2011 começou a ser planeado muito tempo antes, com muito detalhe. O que se tornou uma missão complicada de gerir, pela distância. Quisemos ser detalhistas ao ponto de fazer as pessoas sentirem-se mais do que convidadas do nosso casamento, mas realmente parte dele. Executar esta tarefa a 7.000kms de distância, e com o ritmo de trabalho e de vida que aqui em Luanda se impõem, não foi tarefa fácil. A internet foi uma das nossas maiores aliadas, mas o nosso pior pesadelo também J Muitos fins de semana perdidos, muitas horas de sono ficaram por dormir, muito stress acumulado... No entanto, depois das palavras e dos comentários que recebemos, apesar do cansaço extremado com que chegamos ao dia D, voltaríamos a fazer tudo de novo, porque foi nosso, foi vosso e foi maravilhoso!

O dia começou bem cedo. Apesar de termos decidido casar apenas da parte da tarde, quisemos aproveitar bem o dia, e o meu começou cheio de boa disposição logo às 8h da manhã no cabeleireiro, acompanhada da madrinha Rita, do Padrinho Patrick e da Matilde e da Gi, que iam registando o momento. Num instante, e depois de muitos flashes, seguimos caminho. A partir daqui, não sei o que se passou, mas tudo se sucedeu a uma velocidade vertiginosa. Num instante estava a dar pulos no quarto, ao som do Niño dos Belanova, que o Patrick colocou a tocar no sistema de som depois de ter gravado com muito carinho e saudade no seu Iphone, no instante a seguir estava a receber toneladas de abraços e beijos e carinho, das pessoas que iam chegando, e de repente já me estão a colocar o véu, e vou a descer a pé para a igreja, acompanhada do meu pai, das amigas e da família!

Se os momentos já se estavam a suceder rápido, desde que entrei na igreja, com o Repórter ao fundo à minha espera, ainda se começaram a suceder mais depressa. Tentámos aproveitar ao máximo a companhia de todos e mais horas o dia tivesse, mais horas teríamos aproveitado.

Esta sensação de que tudo sucedia à velocidade máxima, é indiscritível, mas julgo que comum à maioria dos noivos. No dia a seguir acentua-se, e chegamos mesmo a sentir que não aproveitámos nada. No nosso caso, a ida imediata de lua de mel, e o regresso posterior e também imediato a Luanda, acentuou esse sentimento, sobretudo porque não pudemos reviver o dia com a maioria das pessoas que estiverem presentes. Só com alguma longevidade face ao mesmo é que este sentimento desvanece, e depois de revermos muitas vezes as mesmas imagens, e revivermos os momentos, é que começamos a sentir que o dia não foi assim tão curto.

Mas foi sim, sem dúvida, o dia mais bonito das nossas vidas, não só porque tudo correu bem, tal como desejávamos, mas porque estivemos rodeados de todas as pessoas que amamos e que são importantes para nós. Acreditem que para quem vive tão longe de casa, é um sentimento único poder estar rodeado no mesmo dia, de todos aqueles dos quais vivemos afastados e de quem muita falta sentimos.

Claro que houve pequenas coisas que correram menos bem, como não haver música de entrada na sala, aquela que tinha sonhado, porque no meio de tanta coisa o repórter esqueceu-se desse detalhe do qual estava responsável :) Na altura pareceu uma coisa enorme, tais eram os nervos, mas no momento em que entramos, já noite, com as velas todas acesas, a decoração intimista que idealizamos e a mais maravilhosa que tinha visto, toda a gente de pé a aplaudir-nos, o que se tornou grande e nos encheu a alma, foi a sensação de carinho, conforto e pertença, que jamais esqueceremos.

A todos os que fizeram parte do nosso dia, e que fazem parte integrante das nossas vidas, se não o dissemos vezes suficientes durante o dia 4 de Junho de 2011, uma vez mais o nosso eterno obrigado por terem estado presentes. Sem vocês não teria sido o mesmo.

A todos os que estão longe de casa e planeiam um casamento, não desanimem, façam-no com empenho, dedicação e muito amor, pois momentos como estes recompensam tudo:





Um agradecimento especial à nossa fotógrafa, Matilde Berk, pelo seu trabalho maravilhoso, que não nos cansamos de ver, e ao Ludgero Afonso, pelas reportagem informal que foi fazendo ao longo do dia.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

02.Abr.11 – Maria Rita no CineAtlântico


O nome desta senhora transporta-me para alguns e bons anos atrás, em que a nossa fidelidade matinal à Antena 1 nos fazia descobrir cantores assim, ainda ligeiramente desconhecidos das grandes massas.

Andava por aí no 2º ano da faculdade e lembro-me de pensar que aquele som me transportava para o Brasil, lembro-me de imaginar a infância desta senhora, certamente riquíssima do ponto de vista cultural e musical por ter nascido filha dessa musa inspiradora chamada Elis Regina, que cantava livre como ninguém.

Alguns anos depois continuei fiel e um dia numa visita à FNAC, com um dos meus primeiros salários, trouxe para casa o álbum homónimo, que fui riscando e riscando no carro até o meu irmão e o repórter dizerem que eu desperdiçava cds, que se estragavam, que os poderia gravar e manter os originais em casa. Não sei porquê mas nunca gostei de cds gravados, gosto de ter os originais. Mas não me apego de alma e coração a eles, mas sim tento usufruir deles enquanto e sempre que posso. Não colecciono cds, colecciono música. E sempre fui assim. Quando comprava um cd não o conseguia colocarna prateleira, ouvia, ouvia e ouvia, e só consigo ter esse prazer quando abro a caixa original. Cds guardados são relíquias, não têm vida. Talvez seja por isso que Iphones, Itunes, etc., nunca me tenham deixado extasiada.

Mas voltando ao tema...

Por essa altura que riscava o cd no carro passava  uma novela que tornou emblemática  e universal uma canção sua. Admito poder haver outras canções suas mais poéticas, e que a inserção no soundtrack da novela lhe tenha dado o impulso e o protagonismo que teve, mas a verdade é que para quem, como nós, está tão habituado a abraços, partidas e chegadas, esta canção diz-nos tudo.

Estava ainda longe de sonhar vir para Angola quando a Maria Rita foi actuar a Portugal e a minha Sylvie me convidou para ir ver o concerto com ela. 90% da plateia era composta por brasileiros, mas não me senti estrangeira. Houve muito samba e pé tirado do chão, mas nada superou o momento em que se começou a ouvir os primeiros acordes e em uníssono se cantou:
“Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica...”

Naquela altura senti que estava a viver um momento lindo, mas não interiorizei completamente a essência do mesmo, até que as partidas e as chegadas se tornaram parte integrante e constante da minha vida.

Não há dor como a da partida, aquele abraço que recebemos cheio de amor e de tristeza, a rogar para que fiquemos, deixando antever a saudade até ao próximo reencontro. Mas não há alegria maior do que a da chegada, aquele abraço apertado onde se afoga toda a saudade sentida e se agradece ao mundo por estarmos ali de novo.

E como não poderia deixar de ser a interpretação desta canção no Cine foi também o ponto alto da noite.

Para além do grande número de brasileiros que foram para estar mais perto de casa, havia outro tanto número de outros imigrantes. Não foi um concerto de massas, já que a casa mal estava cheia, mas foi muito nosso. Despido de grande ou nenhuma decoração, a Maria subiu ao palco com toda a sua simplicidade, mas capacidade de encher uma sala que já por ali viu passar artistas de renome.

E assim fomos para casa, a relembrar as saudades, mas com o coração e a alma cheia.



sábado, 5 de maio de 2012

01.Abr.11 – Laurent Filipe no Miami Beach


A vida cultural em Angola é tão subitamente intensa quanto escassa, e a semana à qual agora nos referimos está no primeiro dos pólos opostos acima mencionados.

É sempre com alguma excitação que recebemos a notícia da vinda de artistas internacionais a Luanda, e há medida que a semana ia passando, davamo-nos conta que os próximos dias iam ser muito cheios... 
chegámos a brincar com a situação e dizer “mas resolveram fazer um pack e trazê-los todos juntos?”

Quem cá vive percebe o que estamos a tentar transmitir, mas na verdade de Sexta a Domingo Luanda não ia parar (e Benguela também não), sendo que o cartaz cultural versava assim:
Sexta-feira: Laurent Filipe, Miami Beach Club
Sábado: Maria Rita no Cine-Atlântico
Sexta, Sábado e Domingo:  Carlos do Carmo na Casa 70. Já se antecipava a saudade do Fado misturado com o calor do Semba

Como a carteira tem fundo à vista, e o fundo em Luanda é bem visível, fizémos escolhas, Laurent Filipe e Maria Rita. Achámos insano pagar mais do que um salário mínimo local para ver o nosso querido Carlos, embora as imagens que vimos posteriormente quase nos tenham enchido os olhos de lágrimas.

E na Sexta lá cumpri o prometido, saindo a horas mais ou menos decentes, já que apesar de termos mesa reservada, a confiança do repórter não era a maior, tendo passado o dia a antecipar a não existência de qualquer reserva no meu nome. Mas o Wilson não falhou e os dois lugares estavam mesmo à nossa espera, na primeira linha, junto ao palco. 

Para os que não são familiares do Miami Beach, é um espaço de referência em Luanda, na ilha. Muitos dirão que já o foi mais, o certo é que as memórias dos reveillons ali passados já percorreram o mundo e não há lugar que mais tenha ajudado a promover o jazz como este.

Não sabemos se foi ao sabor de um gin tónico que ouvimos o Laurent e a sua banda, ou se foi a ouvi-lo que saboreámos o gin e a refeição de marisco, mas sabemos que a noite passou depressa e em ambiente de grande intimidade, o que sempre acontece quando estamos a disfrutar.

O Laurent partia no dia seguinte para Benguela, para actuar no festival de jazz, e nós partimos até casa, ainda embalados pelo som vibrante da sua música, enquanto nos transportamos até à próxima experiência de sons e sentidos.

Até amanhã, com encontro marcado no Cine-Atlântico.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

15.Fev.11 – Quando se perde um colega e ficamos sem um amigo…


Por vezes a proximidade diária com determinadas pessoas não nos permite perceber que essas mesmas pessoas estão a deixar de ser apenas colegas de trabalho e estão a passar para um estágio muito mais importante… O da confiança… O da amizade…

E foi precisamente isso que senti, e que percebi, quando um dos meus colegas de trabalho revelou que estava prestes a sair da empresa.

Por questões que nem sequer quero pensar, mas que me deixaram e deixam profundamente revoltado, uma das pessoas mais competentes e dedicadas estava a ponderar, ou mais do que isso, abandonar aquele que apelidava de um excelente grupo de trabalho.

Claro que também tenho uma amizade especial com alguns dos outros colegas (amigos) com quem partilhei o último ano e meio da minha vida mas esses vão continuar a estar próximos, e este não…

Por muito que se goste de uma pessoa a distância física, e isso também se passa na amizade, acaba sempre por tornar as coisas mais superficiais. Como bem sabemos os bons amigos são aqueles que estão longos períodos sem se falarem mas, quando voltam a conversar, tudo se desenrola naturalmente como se tivessem falado na semana anterior mas… Perde-se sempre alguma intimidade e, acima de tudo, perdem-se recordações (porque os momentos não existem) e vivências.

Talvez por já estar em Angola há ano e meio, por sentir falta de momentos muito bem passados na companhia de bons amigos que ficaram a km de distância, tenha sentido esta notícia de uma forma mais intensa…

Bem sei que este texto parece estranho mas…

Por vezes todos nós temos os nossos momentos estranhos.

A ti Sérgio, deixo-te um grande abraço e recordo muitos bons momentos que passámos na paródia, na conversa ou a trabalhar. Sempre com o teu sentido de camaradagem, lealdade e companheirismo.

Aprendi muito contigo e, acima de tudo, foi um prazer conhecer-te.

Espero que a mudança não te afaste totalmente dos ex-colegas porque quero, de facto, prolongar os bons momentos vividos em Angola.


domingo, 14 de agosto de 2011

1.Fev.11 – Acontecimento: Contestação Social no Egipto

Não passamos de pequenas formiguinhas neste planeta…

Sempre tive consciência que essa era a realidade mas, depois dos aumentos absurdos primeiro de taxas de juro e depois dos combustíveis, depois da crise dos cereais, depois da crise do imobiliário, e depois desta grande e grave crise financeira que estamos todos a (tentar) ultrapassar, os acontecimentos do Egipto revelam ainda mais a nossa impotência sobre o nosso futuro…

Para situar…

Depois de em 14 de Janeiro o Presidente da Túnisia, Ben Ali, ter abandonado o país como resultado de uma forte e constante manifestação do seu povo, noutras “democracias particulares” o povo começou também a sair à rua e a manifestar-se a favor de liberdade real.

Depois de dois ou três focos de agitação, passados cerca de 15 dias, o principal foco é o do Egipto.

E é exactamente por isso que escrevo este post…

Porque, enquanto fazia o percurso para o trabalho, ouvia na rádio umas breves sobre este assunto que eram algo do género:

- Presidente do Egipto libertou 6 jornalista da AlJazzera, a pedido directo da diplomacia dos Estados Unidos, mas realçou que já proibiu a Aljazzera de emitir reportagens com os protestos pelo que, se os jornalistas não abandonarem o país poderão a ser novamente presos;

- Devido aos acontecimentos no Egipto o barril de Petróleo voltou ontem a superar a fasquia dos 100 USD;

- Ocorreu ontem uma reunião de urgência da OPEP de forma a decidir estratégias para o fornecimento de petróleo pois analisam o que poderá ocorrer se aquela zona do globo não puder prosseguir a produzir petróleo durante algum tempo;

- Na China o Executivo bloqueou todas as referências ao Egipto na Internet. Se for À china e pesquisar por Egipto nada aparecerá… Com receio de contágio, o executivo Chinês achou por bem bloquear ao seu povo o acesso a estas informações.

- Na India, por sua vez, durante as “comemorações” dos 63 anos da morte de Mahatma Gandhi, verificou-se também um pequeno protesto contra o Executivo.

E finalmente…

- De regresso ao Egipto, espera-se que o Vice-Presidente – o meio termo entre o Presidente e a Oposição – consiga negociar com a Oposição de forma a que os protestos sejam calados. Para hoje está anunciada uma manifestação que juntará cerca de 1 Milhão de pessoas.

Ora aí está…

De que forma é que, o humilde cidadão que se esforça por dar o melhor de si no dia-a-dia, poderá evitar que a sua vida se complique por causa destes efeitos??? De nenhuma forma…

O efeito de bola de neve, que começou na Tunísia, alastrou para o Egipto, depois de dar os seus resultados também no Egipto, poderá alastrar a um grande número de países e, directa ou indirectamente, piorar ainda mais a vida de cada um de nós…

Por norma, nós Portugueses, somos muito despreocupados com estes acontecimentos porque “nada acontece no nosso rectangulozinho” mas desta vez receio que indirectamente todos estes acontecimentos se venham a repercutir no dia-a-dia em Portugal…

Quanto aos que estão no estrangeiro… Tudo correrá pelo melhor certamente…

Notícias relacionadas:

i) Ben Ali abandona a Tunísia:

ii) Egipto. Milhões exigem saída de Mubarak e fecham a cortina à ditadura

iii) Cronologia: entenda a onda de protestos no Egito

“Para mais tarde recordar”, aqui fica a totalidade da notícia:


Uma receita explosiva para qualquer governante desafia o ditador do Egito, Hosni Mubarak: inflação de dois dígitos, desemprego, corrupção endêmica e sistema político asfixiante. Os jovens, maioria no país e sem perspectivas de melhoria de vida, engrossam os protestos contra o regime de Mubarak, que já dura 30 anos. Entenda a cronologia do caso:

De 17 a 20 de janeiro:

Um homem de 50 anos toca fogo em si mesmo em frente ao Parlamento, no Cairo, numa possível reprodução do suicídio de um jovem tunisiano em meados de dezembro que desencadeou a revolta e subsequente derrubada do presidente Zine El Abidine Ben Ali. Nos dias seguintes, mais três egípcios fazem o mesmo — um deles, de 25 anos, não resiste aos ferimentos e morre.
 
Dia 25:

Insuflados pelo líder da oposição, Mohamed ElBaradei, milhares de pessoas tomam as ruas do Egito pedindo a renúncia do presidente do país, Hosni Mubarak. Nos confrontos com a polícia, dois manifestantes morrem em Suez e um policial é morto no Cairo.

Dia 26:

As manifestações se espalham dos grandes centros para cidades menores, aumentando em número e violência. No Cairo, um policial e um manifestante são mortos, enquanto em Suez 55 protestantes e 15 homens da força anti-motim são feridos.

Dia 27:

Diante do saldo violento, com mais um jovem morto em Sinai, a Casa Branca cobra providências do governo do Cairo para evitar os embates, enquanto a União Européia chama atenção para o direito de protestas da população.

Dia 28:

O saldo da violência chega a 13 mortos, centenas de feridos e quase mil presos. Os protestos aumentam e manifestantes tocam fogo no prédio do governo em Alexandria e na sede do Partido Democrático Nacional. Os serviços de internet são derrubados e ElBaradei diz que está pronto para liderar a transição, enquanto Mubarak impõe toque de recolher e promete reformas.
 
Dia 29:

O presidente egipcio, Hosni Mubarak, designou um vice-presidente, o chefe da inteligência Omar Suleiman, pela primeira vez em 30 anos, e um novo primeiro-ministro, ambos com cargo de general, para tentar sufocar a rebelião que já deixa mais de 90 mortos.


 

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