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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

15.Fev.11 – Quando se perde um colega e ficamos sem um amigo…


Por vezes a proximidade diária com determinadas pessoas não nos permite perceber que essas mesmas pessoas estão a deixar de ser apenas colegas de trabalho e estão a passar para um estágio muito mais importante… O da confiança… O da amizade…

E foi precisamente isso que senti, e que percebi, quando um dos meus colegas de trabalho revelou que estava prestes a sair da empresa.

Por questões que nem sequer quero pensar, mas que me deixaram e deixam profundamente revoltado, uma das pessoas mais competentes e dedicadas estava a ponderar, ou mais do que isso, abandonar aquele que apelidava de um excelente grupo de trabalho.

Claro que também tenho uma amizade especial com alguns dos outros colegas (amigos) com quem partilhei o último ano e meio da minha vida mas esses vão continuar a estar próximos, e este não…

Por muito que se goste de uma pessoa a distância física, e isso também se passa na amizade, acaba sempre por tornar as coisas mais superficiais. Como bem sabemos os bons amigos são aqueles que estão longos períodos sem se falarem mas, quando voltam a conversar, tudo se desenrola naturalmente como se tivessem falado na semana anterior mas… Perde-se sempre alguma intimidade e, acima de tudo, perdem-se recordações (porque os momentos não existem) e vivências.

Talvez por já estar em Angola há ano e meio, por sentir falta de momentos muito bem passados na companhia de bons amigos que ficaram a km de distância, tenha sentido esta notícia de uma forma mais intensa…

Bem sei que este texto parece estranho mas…

Por vezes todos nós temos os nossos momentos estranhos.

A ti Sérgio, deixo-te um grande abraço e recordo muitos bons momentos que passámos na paródia, na conversa ou a trabalhar. Sempre com o teu sentido de camaradagem, lealdade e companheirismo.

Aprendi muito contigo e, acima de tudo, foi um prazer conhecer-te.

Espero que a mudança não te afaste totalmente dos ex-colegas porque quero, de facto, prolongar os bons momentos vividos em Angola.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

19 de Dezembro – Um balanço do ano e o desejo de regresso a casa…

Depois de ver a maioria dos colegas de casa a ir no sábado à noite a casa ficou apenas para dois… Eu e o Celso éramos os “últimos resistentes”. Nas outras casas haviam também poucos resistentes…

A maioria deles tinham voo marcado para dia 19 às 14 horas (apesar de ter sido alterado o voo original que deveria ter sido dia 18 à noite)… E assim se confirmava que eu estava no grupo dos últimos a regressar a casa.

Aproveitei a noite de sábado para acabar de arrumar as minhas coisas porque, mais uma vez, ia mudar de casa. Agora por motivos diferentes mas, ao regressar, iria desde logo começar uma nova vida… A vida a dois, em Angola, com a Cô-Rpórter.

No domingo, já algo desesperado, estava o amigo Sérgio à espera que concluísse as arrumações para que fossemos almoçar… Lá fomos então ao Lookal onde tudo foi diferente… A refeição, o balanço anual que fizemos, os sentimentos, etc… Foi, sem dúvida, um dos melhores almoços que por cá tive… Tive ainda direito a um “encontro inesperado”… Também a Gisela e o Tó Zé escolheram o Lookal para almoçar…

Tinha que me preparar psicologicamente para o inferno que seria o fim de tarde/noite… No aeroporto estariam, certamente, imensas pessoas e a confusão seria grande… O inferno esperava-me…

Antes da agitação do aeroporto havia ainda tempo para fazer um balanço de 2010… Um ao que, não tendo sido fantástico, trouxe-me a possibilidade de estar ao lado da minha metade para que, juntos, vivêssemos e enfrentássemos as particularidades deste país…

Foi também 2010 e Angola que nos deram a possibilidade de, de facto, iniciarmos a nossa vida a 2…

2011 será diferente, inevitavelmente, e entre as diferenças estará também a ausênsia de uma pessoa que me é muito querida… O Sr. Cabral… Digamos que “o pai de todos nós”. Fará muita falta por cá, sem qualquer dúvida…

Quanto à “novela viagem” digo-vos apenas que foi como se esperava… Os colegas que iriam no domingo às 14 horas, depois de muitos telefonemas para a TAAG, perceberam que a viagem seria apenas às 16 horas e, algum tempo depois, ficaram a saber que seria às 22 horas… À hora que estava agendado o nosso voo…

Nesse grupo estavam pessoas a quem a TAAG disse que não iria viajar… Outras a quem a TAAG garantiu que sairiam às 22 horas… E outras ainda a quem a TAAG não conseguia esclarecer nada… Por isso fomos todos para o aeroporto…

O meu voo não sofreu nenhuma alteração… Saí, de facto, no domingo mas afinal não fui “o último a sair”… Os colegas cujo voo tinha sido adiado ficaram em Luanda com a indicação de que a viagem seria na segunda-feira… A tristeza e o desalento tomou conta de alguns… Afinal de contas viram o voo ser adiado 24 horas, estavam no aeroporto e ficaram a saber que seria atrasada mais 24 horas…

Que grande sufoco…

domingo, 3 de julho de 2011

18 de Dezembro – Viajo ou nem por isso? E quando?

Após o acontecimento de 6 de Dezembro e do cancelamento dos voos pela TAAG seguiram-se alguns dias de indefinições, contra-informação, desinformação e especulação.

A realidade é que durante alguns dias as ligações aéreas da TAAG foram canceladas e ninguém sabia qual seria a decisão da Administração da Empresa (e de todas as autoridades nacionais e internacionais competentes) em relação aos voos seguintes.

E se esta indefinição causa muito transtorno em qualquer altura imagine-se na Época Natalícia.

Relembro que, normalmente, as empresas compram os voos do natal em Janeiro/Fevereiro desse mesmo ano, ou seja, com uma antecedência de praticamente 10 meses. Muitas empresas fretam aviões exclusivamente para os seus funcionários, e as companhias aéreas (TAP e TAAG) possuem listas de espera de cerca de 1.000 pessoas.

Restam opções do tipo: Luanda – Joanesburgo – Lisboa, Luanda – Frankfurt – Lisboa, ou outras ainda mais imaginativas…

Como devem calcular estes foram dias de muita ansiedade e nervosismo… Havia uma grande incerteza que, infelizmente, se manteve praticamente até ao instante em que o avião descolou.

Este ano, para além da ansiedade devido a esta questão, tinha ainda um factor adicional de nervosismo… O último dia de trabalho era sexta-feira e a viagem era apenas no domingo à noite… Ou seja, numa altura em que uma grande parte dos expatriados vão embora, em que a cidade fica significativamente menos populada, eu teria que ficar mais dois dias a “aguardar” que tudo corresse bem e a viagem fosse, de facto, no domingo para então ir ter com a co-repórter.

Aproveitando as viagens de colegas e amigos, fui tentando perceber se poderia ou não haver probleams com a minha viagem…

Dia 17 (sexta-feira), às 2.30 da manhã estava eu a escrever no Facebook:
Voo da Lufthansa marcado para as 22 horas prevê-se que sairá pelas 04.00 da manhã... E as pessoas??? Têm que fazer check-In antes das 21 e não vão poder sair do aeroporto.... Antecipa-se o domingo / segunda-feira vão ser desesperantes...

Dia 18 (sábado), às 8.45 da manhã estava eu a escrever no Facebook:
Voos TAAG de hoje de manhã (Rio de Janeiro e Lisboa) cancelados. Voo TAP está atrasado... Quem chegou ao aeroporto às 5 da manhã ainda aguarda possibilidade de embarque...

Excelentes indicadores para quem pretendia regressar a casa no domingo…
Para matar o tempo mais uma volta pela cidade… Luanda era uma cidade muito vazia… Em cada metro percorrido o desejo de que fosse sempre tão fácil movimentarmo-nos na cidade…

A incerteza mantinha-se… O desejo de regressar era grande pois desde Junho que não regresavaa a casa mas… Ninguém sabia quando é que essa viagem seria de facto…

quinta-feira, 31 de março de 2011

11 de Dezembro – Um jantar de despedida muito especial

Quis o destino que fosse na véspera do meu aniversário, do ano de 2010, que seria oganizado o jantar de despedida para um dos colaboradores mais respeitados da empresa em Angola e que a mim me diz muito…

Poucos dos actuais leitores se lembrarão da referência à pessoa que me recebeu quando cheguei à primeira casa (sim porque neste momento já estou na terceira casa) em Angola… Acho que deveriam ler, até porque agora poderão rir-se acerca das minhas emoções quando cheguei, mas aqui deixo o pequeno texto a que me refiro:

“De uma forma desportiva surge-me então um homem com barba e cabelo branco que aparentava ter 60 anos. À primeira impressão tratava-se dum homem muito sério, rígido e rigoroso. Recebeu-me duma forma amigável, explicou-me onde seria o meu quarto (num anexo da casa porque os três quartos estavam por agora ocupados) e disse-me “bom, agora certamente quer ir descansar um pouco não é?”. Perante esta pergunta, e consciente que se dormisse umas horas iria ficar mole e desconfortável o resto do dia, disse-lhe que tencionava dormir só à tarde.

Ele explicou-me que pensava ir a um bar de praia, onde se encontrava com os amigos ao domingo e que, se eu quisesse, pretendia levar-me. Passaríamos lá a manhã, almoçávamos e à tarde regressaríamos a casa para descansar.”

E este é o senhor de quem hoje nos despedimos… O Sr.Cabral…

Aquela figura “autoritária”, consistente e responsável que, durante alguns anos, foi o responsável pela empresa e que até aos dias de hoje, em cada acção que tomava, pensava sempre no que poderia trazer mais valias para a empresa.

Aquela pessoa que às 6.30 já estava no escritório.. Que garantia que as portas estavam trancadas, que geria os motoristas, etc etc etc..

No fundo, e acho que ele não se zangaria comigo se lesse este post, o “guardião da empresa” e, agora dito com a certeza de quem também o sente, a referência de cada um de nós…

Cada vez que chegou alguém novo o sr. Cabral sempre se preocupou com a sua integração e bem estar e, por isso mesmo, foi ganhando o nosso respeito e admiração…

Mas chega de falar do passado…

Este é o post para falar do presente… O jantar de despedida do Sr. Cabral…

Foi uma surpresa, no agradável Cais de 4,em que nós já todos aguardávamosa sua chegada (cerca de 40 pessoas) e ele chegou para um “normal” jantar com o antigo Director Geral da empresa que foi nosso cúmplice…

À chegada muita emoção… Afinal de contas estávamos ali todos para marcar um momento que seria o afastamento deste nosso querido colega…

A refeição pouco interessa…

Interessam sim as palavras que foram ditas… A homenagem que cada um, da forma que soube, conseguiu dar para inaltecer este nosso querido colega.

De mim, em particular, fica um agradecimento ao colega mais velho que me recebeu, apoio e acompanhou de froma a que eu me adaptasse o melhor possível a este país que, como tanto se diz por cá “não é para todos”…

Ficam as saudades das discussões políticas e futebolísticas entre o Sr. Cabral e o Paulo… Ficam também as agradáveis conversas sobre o nosso país e, em particular, sobre Vale de Milhaços…

Pois… Porque afinal de contas, foram necessários 7.000 Km para conhecer este “meu vizinho”.

Um abraço Sr. Cabral.

domingo, 27 de março de 2011

11 de Dezembro - A casa nova...

Para enquadrar este post é necessário voltar um pouco atrás no tempo, mais precisamente à vinda para Angola.

A minha vinda para Angola, e o nosso início de vida cá, não foi feito nas condições ideais, nomeadamente para quem já tinha a independência conquistada em Portugal, ou seja, vim juntar-me ao repórter numa guest house da empresa dele, o que representava ter que dividir os espaços comuns com mais pessoas. Se isso permitia que a agitação e o movimento fosse uma constante, facilitando em algumas situações a adaptação inicial, todos sabemos que, na maior parte das vezes, queremos o nosso espaço, por mais pequeno que seja, mas precioso!

Daí que a mudança de trabalho em Setembro tenha trazido uma das melhores novidades à nossa vida em Angola, mais rapidamente do que julgávamos, o irmos habitar um espaço só para nós! Contudo a procura do mesmo ficava pela nossa conta e risco... Quem por aqui reside sabe que a procura de apartamentos é uma tarefa árdua em Luanda e que, por falta de tempo, nem sempre ficamos de imediato com a melhor opção. Efectivamente o tempo não jogava a nosso favor e fomos pela opção mais fácil, alugar um apartamento no condomínio onde trabalho. Com todos os contras que isso trazia, nomeada e principalmente, o repórter ter que levantar-se cedíssimo todos os dias para vir trabalhar para a cidade. Mas a felicidade de termos o nosso cantinho, com algumas facilidades e espaços comuns, superava qualquer coisa, inclusive os atritos com a proprietária que queria definir o câmbio, para a transferência do aluguer anual (sim, por aqui paga-se alugueres anuais, e talvez semestrais com proprietários simpáticos!!!), segundo os seus próprios critérios... águas passadas, a chave estava na nossa mão e agora começava mais uma missão, que já se antecipava complicada, a decoração!

Duas visitas à Moviflor deram para perceber como é que algumas empresas enriquecem... a fórmula em Angola parece à partida simples: sem uma autoridade eficaz para controlar as actividades comerciais, as margens multiplicam-se por 4 face às margens nos países de origem... Os custos com importação são sempre utilizados na equação, nomeadamente para justificar que uma mesa de cabeceira de folheado custe 220Euros...

Queixumes à parte, e entre visitas à Mabílio, ao Mega, à Casa e Coisas, entre outros, lá fomos comprando o essencial e necessário para iniciarmos a nossa vidinha! É um facto que regressamos a casa no Natal com metade das coisas compradas, mas não interessa nada, pois sabiamos que ao voltar a Luanda teriamos a nossa cama à nossa espera!

Já o sofá... estaria para vir...

sábado, 26 de março de 2011

10 de Dezembro – TAAG cancela todos os voos

Na sequência do ocorrido no dia 6 de Dezembro, após muita especulação e contra-informação, a TAAG comunicou o cancelamento de todos os voos porque, segundo fonte oficial, foram detectados alguns defeitos nas aeronaves da companhia.

Aqui ficam duas notícias, relacionadas com este assunto, publicadas pelo Portal ANGOP:

TAAG - Cronologia dos acontecimentos

Luanda - As Linhas Aéreas de Angola, TAAG, têm as quatro aeronaves que compõem a sua frota de longo curso paralisada, por “razões técnicas”, o que segundo o administrador da empresa, Rui Carreira, se traduz em um dos períodos mais difíceis da sua história.

Siga, por ordem cronológica, aos principais factores que foram indicados hoje, em conferência de imprensa, como causas para o surgimento e agravamento desta situação:
No dia 21 de Outubro do ano em curso a tripulação do Boeing 777-200 que devia ligar a cidade do Rio de Janeiro (Brasil), a capital angolana, foi obrigada a abortar a descolagem por problemas no motor direito; A avaria motivou a antecipação da manutenção programada, que deveria ocorrer em meados de Novembro e certificou que a mesma não estava em condições de operar.

No dia 16 de Novembro outra aeronave do mesmo tipo teve um pequeno problema, também no motor, localizado sob a asa direita.

No dia 6 de Dezembro o terceiro aparelho do mesmo modelo registou uma anomalia no motor do lado Direito, quando deixava a capital portuguesa em direcção a Luanda, facto que obrigou a tripulação a regressar ao aeroporto de procedência, onde se encontra até ao momento.

No dia 9, quinta-feira, o aparelho que estava em funcionamento efectuou a rota Luanda/Lisboa, e por uma questão de precaução o Gabinete de Segurança de Voos da TAAG, orientou que se fizesse uma inspecção minuciosa aos motores, verificando-se que o propulsor direito estava com problemas, que comprometiam a sua normal utilização.

Na manhã de hoje (sexta-feira), foi registada uma pequena pane num dos motores do Boeing 747, o que fez com que se cancelasse o voo para São Paulo (Brasil); A aeronave, seguiu então para Joanesburgo a fim de fazer uma inspecção cuidada aos motores, pelo que, se aguardam a qualquer instante informações sobre o seu real estado.

A transportadora de bandeira tem duas aeronaves em Lisboa, que aguardam pela troca de motores; Uma no Rio de Janeiro para igual tratamento; Uma terceira em Joanesburgo, em diagnóstico.

Em normal operação a TAAG conta, neste momento, apenas com sete aeronaves de médio porte, engajadas na realização de voos domésticos e regionais.

In Portal ANGOP (http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/transporte/2010/11/49/TAAG-Cronologia-dos-acontecimentos,19eda898-e6fe-45cb-86a0-bcc8108c122d.html)



TAAG freta aparelhos para contornar períodos críticos

Luanda - Com o fim de contornar o período critico provocado pela paralisação, por “razões técnicas”, das aeronaves da sua frota de longo curso, as Linhas Aéreas de Angola (TAAG) estão a envidar esforços no sentido de alugar aparelhos para cumprir com os compromissos imediatos.

Estas declarações foram prestadas hoje, em Luanda, pelo administrador da companhia, Rui Carreira, quando em conferência de imprensa, anunciava os momentos difíceis que a companhia angolana de bandeira enfrenta, talvez mais complicados que os vividos aquando da interdição de voar para o espaço aéreo europeu, considerou.

“Não temos outros aparelhos disponíveis e para honrarmos os compromissos imediatos, estamos a envidar esforços para alugar aeronaves no mercado internacional, o que é sempre muito difícil nesta época do ano”, lamentou

Para já, continuou, temos confirmados dois aviões de duas companhias portuguesas: um Airbus A340-400 da Aero Atlantic e um Boeing 767 da Air Fly.

Ainda de acordo com o administrador, esta medida acarreta um grande esforço financeiro com o qual a TAAG não contava, já que as avarias ocorreram em cadeia.

Outro dado preocupante, para o administrador, é o facto das aeronaves alugadas não terem a mesma configuração que as da TAAG, em termos de cabine, uma vez que não possuem a primeira classe, têm poucas cadeiras em executiva e grande parte da cabine ocupada por cadeiras na classe económica.

“Este facto nos vai causar enormes transtornos comerciais, mas que serão por nós acautelados caso a caso”, afirmou.

In Portal ANGOP (http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/transporte/2010/11/49/TAAG-freta-aparelhos-para-contornar-periodos-criticos,7b4825b4-1c50-48d0-9efd-c93f7569712b.html)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

10 de Novembro – Angola Vs SL Benfica

 
Apesar da polémica criada pela comunicação social devido à deslocação do SL Benfica a Luanda, sobretudo por causa do momento sensível da época, houve, de facto, espectáculo…

Isso mesmo… Houve espectáculo…

Não só o protagonizado pelos jogadores no relvado mas também o que o que o povo Angolano fez para receber, acompanhar e saudar os atletas do “Glorioso”.

O jogo, agendado para celebrar os 35 anos de independência da República de Angola, decorreu em ambiente de grande festa… A chegada do Benfica ao aeroporto teve fortes medidas de segurança, tal como seria de esperar, mas apenas porque a afluência foi grande… Não porque se receasse que algo fosse acontecer…

Durante todo o dia a romaria foi grande para o estádio… Havia música, “comes e bebes” e muita alegria enquanto aguardavam pelo inicio do jogo que se realizou no novo Estádio de Luanda, o Estádio 11 de Novembro.

Para a história fica um 0 – 2 num jogo interessante mas, como diria o Rui Santos, sem grande intensidade… Para a história fica também o motivo de orgulho e festa que é, para o Povo Angolano, a vinda do SL Benfica.

Aqui fica uma notícia do “lançamento” do jogo:

sábado, 23 de outubro de 2010

7 de Setembro – Acontecimento: Aumento de preços em Moçambique

O Governo resolveu a agitação criada devido ao aumento dos combustíveis de uma forma simples…

Cancelou os aumentos e garantiu subsídios…

Tendo em consideração que uma situação semelhante já ocorreu, resta saber até quando é que o país vai viver sem os aumentos e quando é que o governo não vai, novamente, voltar com a sua palavra atrás…

A Noticia:

O ministro do planejamento de Moçambique, Aiuba Cuereneia, anunciou nesta terça-feira que o preço do pão no país voltará ao que era antes de um reajuste que provocou violentos protestos no país na semana passada.

Em comunicado, o ministro disse que o preço anterior do produto será mantido com a introdução de subsídios. Antes disso, o governo moçambicano tinha dito que a alta dos preços era “irreversível”.

O preço do pão havia subido para o equivalente a US$ 0,20 em um país onde o salário médio do trabalhador é US$ 37 ao mês. Agora, o pão voltará a custar US$ 0,14.
Cuereneia também disse que o governo moçambicano deve restaurar os subsídios à água, cujo preço deve ser reduzido em 50%.

Crise de abastecimento

O súbito aumento nos preços de produtos básicos gerou três dias de protestos violentos na ex-colônia portuguesa do sudeste da África.

Segundo dados do governo, 13 pessoas morreram durante as manifestações, e há centenas de feridos e de presos.

Representantes do governo afirmaram recentemente que manter os preços de alimentos estáveis no país é difícil porque a maior parte dos produtos é importado.

O ministro da indústria e comércio, Antonio Fernando, disse à BBC que a meta do governo é aumentar a produção de trigo no país, que atualmente produz somente 30% do que consome.

Segundo analistas, a escalada dos preços foi, em parte, causada por um declínio de 33% do valor do metical, moeda moçambicana, em relação ao rand Sul-Africano. A África do Sul é uma das principais exportadores de produtos ao país.

Soma-se a isso um aumento no preço do trigo por causa da seca e dos incêndios na Rússia, uma das principais produtoras do mundo. A situação no país levou o governo russo a proibir até 2011 a exportação do cereal.

Cerca de 70% da população de Moçambique vive abaixo da linha de pobreza.

Link:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/09/100907_mocambique_pao.shtml

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

2 de Setembro – Acontecimento: Aumento de preços em Moçambique

Após os tumultos iniciais verificados em Moçambique, devido ao aumento dos preços de bens, o dia de hoje revelaria a gravidade da situação.

A comunidade internacional demonstrava particular interesse no inicio do dia pois esse poderia ditar o que se passaria nos seguintes…

Aqui fica um “excelente ponto de situação” feito por um gestor a viver em Maputo:

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=441711


Veremos o que acontecerá nos próximos dias…

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

1 de Setembro – O aumento dos combustíveis

Este era um dia aparentemente normal… Mais um primeiro dia de um novo mês…

Só no escritório percebi que, afinal de contas, era o primeiro dia de um aumento significativo no preço dos combustíveis.

Por casualidade tinha que ir tirar umas fotografias a um local e o carro estava na reserva. Não sabendo concretamente onde era o local fui com um dos motoristas da empresa que, apesar de estar sempre bem informado, me disse que ”isso ainda não é para já, mas confirmamos agora nas bombas”.

Estacionado o carro fomos logo informados que “Gasolina a 60 Kuanzas” (aproximadamente 60 cêntimos de Dólar Americano) quando, no dia anterior, era a 40 Kuanzas. Perspicaz logo o meu companheiro de viagem lhe disse “Então mano, deviam colocar aí um papel para as pessoas saberem” e ele, encolhendo os ombros e com um sorriso tímido, simulando o movimento das palavras com o dedo a sair da boca, responde “Temos indicações para não fazer isso. É para ser através do Boca-a-Boca”.
Ora aqui está uma “excelente ideia” pensei… Através do “boca-a-boca” tardará a consciencialização do aumento…

A realidade é que desde que cheguei se se fala de aumento do combustível e por vezes se especula que será para estabilizar nos 150 Kuanzas, ou seja, que seria para nivelar com o preço internacionalmente aceite… Mas hoje é o dia em que se deu o passo inicial para esse eventual aumento…

Aqui fica o recorte do Jornal de Angola:



Surpreendentemente vi, ao almoço, as notícias sobre os acontecimentos em Moçambique…

Aparentemente trata-se do mesmo motivo mas com outros aumentos adicionais…

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