Páginas do TerraAvermelhada.blogspot.com

Mostrar mensagens com a etiqueta Lodge. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lodge. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 21 de março de 2011

4 e 5 de Dezembro - Mubanga Lodge (2º dia)

Acordei com aquela sensação de que tinha dormido dois dias seguidos, tal foi o descanso produzido pelo sono maravilhoso. Fomos direito ao pequeno-almoço e os madrugadores já estavam despachados dessa deliciosa tarefa que é comer :) Ainda tivémos direito aos croissants afamados...

O repórter e o Ludgero tentaram dedicar-se à pesca, com pouco resultado, e depois disso trocaram as canas pelas máquinas fotográficas... Os resultados forem bem superiores...






O resto da manhã foi passado em torno da legislação, apesar dos sucessivos convites para me juntar à piscina. Por fim lá cedi, arrumando o caderno e trocando-o pelo bikini e pela toalha. E eis senão quando vemos chegar outro casal amigo com o filhote que rápido rápido saltou para a água com a ajuda de todos.

Sem termos combinado juntámo-nos todos ali por coincidência, feliz, claro está, e celebrámos com um almoço que ficará para a memória e fez correr muitos emails :) O Nuno, que ia à procura da comida deliciosa que a Andreia tinha comentado, e que nós tinhamos provado no dia anterior, não teve oportunidade de a encontrar porque justo nesse dia o Lodge tinha acedido a um pedido do outro grupo, mas precisamente da aniversariante, para fazer comida típica angolana e o almoço habitual, com serviço empratado e muito individualizado, foi substituído por buffet, pelo que a coisa não correu como desejado...

Já estávamos quase no final da refeição quando começou a cair uma tromba de água daquelas tipicamente tropicais, que fez os empregados e toda a gente andar numa correria desenfreada para proteger os haveres. Aproveitámos para contemplar a paisagem e apreciar, debaixo do enorme Jango onde são servidas as refeições, a vista que se tornava agora diferente, mas igualmente bela!


Deixámos apenas acalmar aquele fúria das águas e na primeira brecha arrumámos as nossas coisinhas e iniciámos a despedida daquele magnífico lugar que nos deixou rendidos e com muita vontade de regressar brevemente.

A todos um grande obrigada, mas sobretudo ao Lu e à Andreia pela prenda magnífica que deram ao repórter na antecipação dos seus 27 aninhos.


Os contactos "do paraíso":

933 207 093
936 117 982
Email: mubangalodge@gmail.com
Morada: Estrada do Kinfangondo - Cabire - Bairro Km 56
Bengo, Angola

domingo, 20 de março de 2011

4 e 5 de Dezembro - Mubanga Lodge (1º dia)

Muitas vezes nos queixamos de que estamos longe da família, da nossa casa, dos nossos amigos, mas não pensamos na sorte que temos em poder aproveitar determinados lugares com determinadas pessoas. Vivemos em busca daquilo que não podemos ter num preciso momento, mas esquecemos por completo de aproveitar da melhor maneira possível, com todas as nossas forças e energia, as oportunidades que vamos tendo.

Estava a ouvir uma música muito especial, que fará parte da banda sonora da minha vida, quando ganhei inspiração para escrever este post.

Ao olhar para trás talvez me aperceba que não aproveitei aquele dia e meio como deveria, nomeadamente porque levava um caderno de legislação cambial para ler para uma reunião de segunda-feira, e hoje arrependo-me. Arrependo-me porque estas oportunidades não ocorrem todos os dias, como as reuniões, no espaço entre as quais podemos ler a legislação, e quando ocorrem o tempo parece escorrer-nos entre os dedos e não o sabemos aproveitar. Espero que uma das coisas que a estadia em Angola me ensine seja isso mesmo, aprender a aproveitar e tirar o melhor partido do tempo e das pessoas, quando apenas isso é necessário.

Ensinamentos à parte, a ida ao Mubanga iniciou-se com expectativa. O Lu e Andreia já lá tinham estado para um almoço de Domingo e falavam maravilhas, como tal aqueles quilómetros que nos separavam do Lodge teimavam em passar. Quando chegámos olhámos em redor e ficámos deslumbrados pelo sossego e pela paisagem. Espero que as imagens vos provoquem efeito semelhante:


Foram-nos de imediato atribuidos os quartos, com vista para a Lagoa. Os quartos, que é como quem diz, as cabanas super românticas que se espalhavam ao redor da Lagoa, umas mais próximas que outras. Confesso que ainda estava pouco esquecida da experiência com animaizinhos rastejantes na Fazenda Cabuta e depois da gerente ter dito com um sorriso “atenção que se encontrarem umas coisinhas pretas não é de ratos ou falta de limpeza, é das osgas que andam por aí”, nem mesmo o magnífico aspecto dos quartos, o revestimento robusto a madeira e a boa tranca da porta me fizeram esquecer as imagens recentes... e não é que, de entre os três quartos que fomos ocupar, nós fomos os únicos com um presente no quarto? Coitadinha, era tão pequenina, bebé, acabada de nascer, que até deu pena matar. Tive um daqueles rasgos de amor-ódio e depois de gritar para o repórter “MATA!” disse de imediato “Oh, mas é tão pequenina!”... os pesadelos a respeito da mãe poder vir procurá-la assombraram-me um bocadinho, mas depois da piscina, de um bom banho, um excelente jantar e do conforto dos lençóis brancos com cheirinho a lavado tal e qual os da mamã, tudo se desvaneceu!

O calor convidava a banhos e depois do repasto fomo-nos estender ao sol e aproveitar a água, quentinha quentinha, que nem apetecia sair... já o sol perdia a força e teimávamos em ficar por ali!

Um rápido olhar para o pôr-do-sol deu-me uma ideia para concretizar umas fotos que queria ter para o casamento, pelo que pedi à Andreia que tentasse executar. Ora bem, imagem que pedem camarão e vos trazem um buffet de marisco? Foi quase isso que aconteceu a seguir à primeira foto, plano daqui, plano dali, beijo e mais beijinho, e não queriamos parar, nem nós nem a fotógrafa :) Mas o buffet não foi só para dois, a seguir à nossa sessão veio a sessão Sérgio e Mara já com as luzes da noite a darem um efeito especial ao preto e branco!

Aproveitando o pôr-do-sol o repórter entreteve-se ainda a captar mais algumas imagens:






O final do dia, logo após o jantar ainda nos traria momentos hilariantes protagonizados por uma das crianças que pertencia ao grupo que também ali estava alojado, a qual simpatizou com o repórter e conduzia todas as brincadeiras com ele!

O dia ia longo longo, e era hora de recolher... que amanhã havia mais... ou não :)

P.S. - Contactos no post seguinte.

domingo, 9 de maio de 2010

8 de Março – Rio Longa Dia 3

Pois é…

O que é bom acaba depressa. Depois dos fantásticos dias de descanso e praia chegava a hora de dizermos adeus e regressarmos a Luanda.

Não o poderíamos fazer sem deixar “a nossa marca” no livro do complexo.

Pelo seu aspecto tão rudimentar e característico, não poderia deixar de mostrar uma fotografia da sua capa:


E já agora… Aqui fica, numa magnifica tirada artística da Andreia, “a nossa marca”:

(não.. não foi uma criança de 3 anos a fazer este desenho…) :P

Um “adorno” da varanda do restaurante 


Chegada a hora… De regresso a casa… Esta fotografia foi tirada a meio do percurso que fizemos de kaiake. Imaginem-se aqui sem qualquer ruído incomodativo…


Um “navegador local” a meio do nosso percurso até ao parque de estacionamento. Um barco talhado à mão, claro está, em madeira…


Cais de chegada…

7 de Março – Rio Longa Dia 2

Ao acordar o dia não parecia muito promissor…



Felizmente pelas 9.30 o dia melhorou e permitiu-nos disfrutar da maravilhosa praia.

Para a história fica uma “sessão de carinho” entre mim e o “Louis”.

Resultado do seu desejo de brincar com o “papagaio” do Ludgero…

Reza ainda para a história uma “amizade” um pouco incomodativa que todos os hópedes deste fim-de-semana tiveram no complexo. Alguém era “um pouco incomodativo e inoportuno”.

Eheheheeheh

E finalmente um último episódio…

O episódio dos “dois artistas” (eu e o Ludgero) que decidiram ir dar a volta de kaiake à “ilha” onde fica o complexo. Um passeio muito agradável, sem dúvida, de comunhão com natureza. A total ausência de ruído fe-nos sentir num local paradísiaco, muito devido às tonalidades verdes da vegetação.

Fantástico não é?

Sem dúvida… Mas passado cerca de uma hora saber que, no percurso que tínhamos feito, tinham sido visto jacarés (com cerca de 4 metros) deixa-nos a pensar… Nessa altura imaginei o que seria termo-nos cruzado com eles… Correu tudo bem e, para a memória, fica apenas o registo daquele passeio, felizmente!!!

Desse dia apenas 3 fotografias…

“O cais” de chegada à praia:


O mobiliário de apoio à praia perto de outro pôr-do-sol, igualmente agradável mas menos “marcante”.


E mais uma brincadeira com o pôr-do-sol

6 de Março – Rio Longa Dia 1

Mais uma oportunidade para conhecer algo diferente neste vasto país. Mais uma vez, a minha descoberta foi feita com o grupo de amigos que me “adoptou”. Um fim-de-semana no Complexo do Rio Longa!

Mas o que é o Complexo do Rio Longa? A definição inicial que ouvi foi semelhante a esta: “um complexo turístico muito bom para descansar, em plena praia”. A definição colocou as expectativas bem altas…

Na realidade este relato começa no dia 5…

Porquê? Porque, depois da definição inicial, estava na altura de saber mais pormenores, e foi no dia 5 que a Andreia me disse: “O local não tem electricidade nos quartos, só tem rede de telemóvel num local muito específico, não tem nada para fazer à noite, e é um local com mosquitos portanto não te esqueças do repelente. Nós deixamos o carro num estacionamento e vamos de barco para lá… Ah, e temos que levar lanternas!”. A minha primeira reacção foi de espanto. E a segunda? De negação… Julgo que me saiu algo do género “O quê? Mas se é assim porque é que vamos para lá?”. Ela esboçou um sorriso bem audível e perguntou se já estava preocupado porque seria díficil falar com a minha metade. Bom… Esse era um dos factores, sem dúvida mas, para além disso, estava também admirado porque a definição inicial não fazia antecipar tamanhas privações…

Depois de desligar o telefone, uma vez que tudo já estava combinado, pensei “e porque não? Pode ser uma aventura engraçada”. E lá fui eu para casa, infelizmente, trabalhar até às duas e meia da manhã (sendo a partida às 6).

O percurso é pacífico… O complexo fica cerca de 50 km mais a sul de Cabo Ledo e, por isso mesmo, os problemas de trânsito resumem-se ao trânsito da cidade. O restante percurso, após Benfica, é apenas perigoso devido às velocidades e ultrapassagens…

Enquanto estacionávamos vimos então a “jangada”, moderna, que seria o nosso meio de transporte até ao complexo.

Após a partida “o primeiro postal”:


E lá arrancámos nós em direcção ao local tão “místico” que a Andreia tinha referido. Cerca de 2 minutos após a partida a vista era esta:


Depois de, num local, o “marinheiro” nos ter alertado para a presença de 2 jacarés (que nenhum de nós viu devido à distânci), olhando para trás tínhamos esta vista:


Cerca de 15 minutos depois da partida avistei aquilo que parecia ser o complexo


Mas pensei que não deveria ser aquele… Tendo em consideração o preço, deveríamos ir para algo um bocadinho melhor. Enquanto nos íamos aproximando a velocidade da “jangada” ia reduzindo e comecei a recear que, de facto, o complexo fosse ali. Nos primeiros instantes estava incrédulo. Não queria acreditar que era ali. As “casas” tinham um aspecto muito rudimentar e pouco confortável… Mais de perto a vista era esta:


Chegados a bom porto tínhamos uma anfitriã. Uma senhora já reformada da Namíbia que nos recebeu de uma forma muito carinhosa e família. O Pedro e a Paula são frequentadores “assíduos” e por isso mesmo tivemos direito a uma atenção mais especial. Feita a recepção iríamos então levar as coisas para os quartos e…




… e eram assim.

E após vistos os quartos, confesso, que as perspectivas para o fim-de-semana melhoraram significativamente.

Basicamente o complexo tem uma construção principal que é o restaurate e bar e depois, através de passadiçoes de madeira, faz-se o acesso aos quartos que são, basicamente, iguais entre si (excepção feita a um que tem, creio, 12 camas).

À frente do complexo um dos canais do Rio Longa e, do outro lado do cordão dunar, a praia. Para o acesso à praia cerca de meia dúzia de kaiakes para que os hóspedes não se molhassem.

Ao fim da tarde “um quadro” pintado à frente da varanda do quarto…




Enquanto registava “os quadros” outros dois…

A “Jangada” que faz o transporte desde o parque de estacionamento até ao complexo:


O passeio de kaiake de uma família…


E pouco tempo depois um pôr-do-sol tipicamente Africano.





E a minha preferida…


E depois de um belo jantar, não havendo energia eléctrica a nossa noite foi passada a jogar póquer na varanda do restaurante. Alguns mosquitos mas, sem dúvida nenhuma, um bocado bem passado. Parafraseando a Andreia “deitámo-nos com as galinhas” porque, sendo o pôr-do-sol pelas 18 horas pelas 21 já parece que é meia noite.

Também por isso um local óptimo para descansar.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...