Gosto da
frase, e da ideia que lhe está subjacente e, por isso mesmo, não me canso de a
utilizar.
ANGOLA
ESTÁ A MUDAR.
Hoje de
manhã, quando me deslocava para o trabalho, ouvi um interessante programa na
rádio (cuja estação não retive) chamado VECTOR. Tal como a locutora frisou o
programa pretende ser um vector para a divulgação da economia Angolana. E, a
avaliar pelo que ouvi hoje, o objectivo é totalmente cumprido.
E o tema (julgo que da semana) era “O
sector dos materiais de Construção” mas, antes de o abordar, foi feita uma
excelente nota introdutória que fez também referência ao tema da semana passada
e é nesse que me vou focar…
Nessa nota foram divulgados os novos
projectos industriais, já em funcionamento, para a produção de vidro (quer para
utilização em garrafas quer para a produção de vidros de segurança para
edificio) e, na sua sequência, foi explicado o grande impacto destas indústrias
na economia Angolana.
E porquê? Porque com a produção
nacional de garrafas de vidro (e também de latas para refrigerantes), o volume
e valor de importações reduziu significativamente porque, até há poucos meses,
Angola importava os produtos necessários para fazer o próprio refrigerante, e
as garrafas (e latas) para efectuar o enchimento em território Angolano. Como
se compreende, até há cerca de 2 anos, as importações eram de garrafas e latas
já engarrafadas…
E este, na minha opinião, é mais um
grande exemplo da rapidez com que a economia Angolana se tenta aproximar de
outras mais desenvolvidas… Em cerca de 2 anos passa de importação total para
importação apenas de alguns produtos necessários para a produção das bebidas.
A acreditar no que foi divulgado esta
“pequena alteração” causou a redução de milhares de contentores que diariamente
entopiam os portos Angolanos. E esses são os benefícios indirectos, que muitas
vezes não valorizamos, do crescimento do tecido industrial.
Foi ainda feito um grande realce para a
articulação entre o arranque da produção nacional e a actualização das pautas
aduaneiras para este tipo de produtos que pretende, evidentemente, penalizar
agora as importações destes produtos que, finalmente, já são produzidos em
Angola.
Fiquei ainda a saber que as empresas
ligadas à produção das garrafas, são de origem Sul Africana e que, para além da
produção das garrafas para as suas marcas próprias (Coca-Cola, etc etc) vão
também iniciar a produção de produtos nacionais (principalmente cervejas)
Agora julgo que me darão razão… ANGOLA
ESTÁ A MUDAR!
NOTA: Peço que, caso saibam qual é a
estação de rádio e/ou nome da jornalista me indiquem porque teria todo o gosto
em acompanhar este programa e, se possível, obter os “podcast’s”.
