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domingo, 14 de agosto de 2011

1.Fev.11 – Acontecimento: Contestação Social no Egipto

Não passamos de pequenas formiguinhas neste planeta…

Sempre tive consciência que essa era a realidade mas, depois dos aumentos absurdos primeiro de taxas de juro e depois dos combustíveis, depois da crise dos cereais, depois da crise do imobiliário, e depois desta grande e grave crise financeira que estamos todos a (tentar) ultrapassar, os acontecimentos do Egipto revelam ainda mais a nossa impotência sobre o nosso futuro…

Para situar…

Depois de em 14 de Janeiro o Presidente da Túnisia, Ben Ali, ter abandonado o país como resultado de uma forte e constante manifestação do seu povo, noutras “democracias particulares” o povo começou também a sair à rua e a manifestar-se a favor de liberdade real.

Depois de dois ou três focos de agitação, passados cerca de 15 dias, o principal foco é o do Egipto.

E é exactamente por isso que escrevo este post…

Porque, enquanto fazia o percurso para o trabalho, ouvia na rádio umas breves sobre este assunto que eram algo do género:

- Presidente do Egipto libertou 6 jornalista da AlJazzera, a pedido directo da diplomacia dos Estados Unidos, mas realçou que já proibiu a Aljazzera de emitir reportagens com os protestos pelo que, se os jornalistas não abandonarem o país poderão a ser novamente presos;

- Devido aos acontecimentos no Egipto o barril de Petróleo voltou ontem a superar a fasquia dos 100 USD;

- Ocorreu ontem uma reunião de urgência da OPEP de forma a decidir estratégias para o fornecimento de petróleo pois analisam o que poderá ocorrer se aquela zona do globo não puder prosseguir a produzir petróleo durante algum tempo;

- Na China o Executivo bloqueou todas as referências ao Egipto na Internet. Se for À china e pesquisar por Egipto nada aparecerá… Com receio de contágio, o executivo Chinês achou por bem bloquear ao seu povo o acesso a estas informações.

- Na India, por sua vez, durante as “comemorações” dos 63 anos da morte de Mahatma Gandhi, verificou-se também um pequeno protesto contra o Executivo.

E finalmente…

- De regresso ao Egipto, espera-se que o Vice-Presidente – o meio termo entre o Presidente e a Oposição – consiga negociar com a Oposição de forma a que os protestos sejam calados. Para hoje está anunciada uma manifestação que juntará cerca de 1 Milhão de pessoas.

Ora aí está…

De que forma é que, o humilde cidadão que se esforça por dar o melhor de si no dia-a-dia, poderá evitar que a sua vida se complique por causa destes efeitos??? De nenhuma forma…

O efeito de bola de neve, que começou na Tunísia, alastrou para o Egipto, depois de dar os seus resultados também no Egipto, poderá alastrar a um grande número de países e, directa ou indirectamente, piorar ainda mais a vida de cada um de nós…

Por norma, nós Portugueses, somos muito despreocupados com estes acontecimentos porque “nada acontece no nosso rectangulozinho” mas desta vez receio que indirectamente todos estes acontecimentos se venham a repercutir no dia-a-dia em Portugal…

Quanto aos que estão no estrangeiro… Tudo correrá pelo melhor certamente…

Notícias relacionadas:

i) Ben Ali abandona a Tunísia:

ii) Egipto. Milhões exigem saída de Mubarak e fecham a cortina à ditadura

iii) Cronologia: entenda a onda de protestos no Egito

“Para mais tarde recordar”, aqui fica a totalidade da notícia:


Uma receita explosiva para qualquer governante desafia o ditador do Egito, Hosni Mubarak: inflação de dois dígitos, desemprego, corrupção endêmica e sistema político asfixiante. Os jovens, maioria no país e sem perspectivas de melhoria de vida, engrossam os protestos contra o regime de Mubarak, que já dura 30 anos. Entenda a cronologia do caso:

De 17 a 20 de janeiro:

Um homem de 50 anos toca fogo em si mesmo em frente ao Parlamento, no Cairo, numa possível reprodução do suicídio de um jovem tunisiano em meados de dezembro que desencadeou a revolta e subsequente derrubada do presidente Zine El Abidine Ben Ali. Nos dias seguintes, mais três egípcios fazem o mesmo — um deles, de 25 anos, não resiste aos ferimentos e morre.
 
Dia 25:

Insuflados pelo líder da oposição, Mohamed ElBaradei, milhares de pessoas tomam as ruas do Egito pedindo a renúncia do presidente do país, Hosni Mubarak. Nos confrontos com a polícia, dois manifestantes morrem em Suez e um policial é morto no Cairo.

Dia 26:

As manifestações se espalham dos grandes centros para cidades menores, aumentando em número e violência. No Cairo, um policial e um manifestante são mortos, enquanto em Suez 55 protestantes e 15 homens da força anti-motim são feridos.

Dia 27:

Diante do saldo violento, com mais um jovem morto em Sinai, a Casa Branca cobra providências do governo do Cairo para evitar os embates, enquanto a União Européia chama atenção para o direito de protestas da população.

Dia 28:

O saldo da violência chega a 13 mortos, centenas de feridos e quase mil presos. Os protestos aumentam e manifestantes tocam fogo no prédio do governo em Alexandria e na sede do Partido Democrático Nacional. Os serviços de internet são derrubados e ElBaradei diz que está pronto para liderar a transição, enquanto Mubarak impõe toque de recolher e promete reformas.
 
Dia 29:

O presidente egipcio, Hosni Mubarak, designou um vice-presidente, o chefe da inteligência Omar Suleiman, pela primeira vez em 30 anos, e um novo primeiro-ministro, ambos com cargo de general, para tentar sufocar a rebelião que já deixa mais de 90 mortos.


 

sábado, 13 de agosto de 2011

31.Jan.11 – Portugal inova na batalha contra a malária

Ora aqui está uma excelente notícia sobre a Comunidade Científica Portuguesa que poderá vir a melhorar a qualidade de vida de milhões de cidadãos do mundo e, certamente, salvar milhares de vidas.

Recordo-me perfeitamente dos dois principais receios quando me preparava para vir para a Terra Vermelhada… Um era a violência/assaltos e outra era a Malária…

Ambas continuam a ser as minhas grandes preocupações do dia-a-dia mas se quanto à primeira não podemos fazer muito mais do que escolher por onde andamos, em relação à segunda percebemos cá que a Malária, sendo grave, não é o que nos transmitem na consulta do viajante…

Aqui fica a reportagem e, também, as nossas felicitações e desejo de sucesso a esta equipa de investigadores.

http://aeiou.expresso.pt/portugal-inova-na-batalha-contra-a-malaria-video=f629180

terça-feira, 9 de agosto de 2011

27.Jan.11 – Mais um insólito em Luanda…

Depois de estar há um ano e meio em Angola, começamos a estar habituados a uma série de situações que até essa altura nos poderiam parecer insólitas. Contudo hoje aconteceu algo que, apesar disso, não posso deixar de classificar como insólito…

A história é simples…

Estava eu e o meu colega no nosso posto de trabalho, que é junto a uma janela que fica a 3 metros da rua, e começámos a ouvir alguns gritos. Segundos depois vimos 3 homens a correr (no pelotão da frente), sendo que vinha um à frente e dois atrás, e alguns metros atrás vinham então outros a correr atrás deles…

Depois de correr cerca de 50 metros com um móvel à cabeça (móvel que definiria como uma base de TV com 1,5 metros de comprimento e uns 50 kg) o individuo, à nossa frente, mandou o móvel para o chão e continuou a correr…

Foi tão rápido que só depois nos apercebemos bem do que se estava a passar…

É evidente… O senhor viu o móvel, gostou, agarrou nele e levou mas… Não deve ter pago… E como achava que era bom em atletismo desatou a correr com o móvel na cabeça…

Não lhe deve é ter ocorrido que os outros correriam mais do que ele que levava 50 kg “à cabeça”.
Merece a categoria de insólito não merece???

Nota: Realça-se que é comum andarem vendedores de rua a vender diverso mobiliário. Provavelmente se ele tivesse conseguido correr alguns metros mais (uns 200) conseguiria esconder o móvel e depois vendê-lo… Teve “azar”…

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