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quinta-feira, 31 de março de 2011

11 de Dezembro – Um jantar de despedida muito especial

Quis o destino que fosse na véspera do meu aniversário, do ano de 2010, que seria oganizado o jantar de despedida para um dos colaboradores mais respeitados da empresa em Angola e que a mim me diz muito…

Poucos dos actuais leitores se lembrarão da referência à pessoa que me recebeu quando cheguei à primeira casa (sim porque neste momento já estou na terceira casa) em Angola… Acho que deveriam ler, até porque agora poderão rir-se acerca das minhas emoções quando cheguei, mas aqui deixo o pequeno texto a que me refiro:

“De uma forma desportiva surge-me então um homem com barba e cabelo branco que aparentava ter 60 anos. À primeira impressão tratava-se dum homem muito sério, rígido e rigoroso. Recebeu-me duma forma amigável, explicou-me onde seria o meu quarto (num anexo da casa porque os três quartos estavam por agora ocupados) e disse-me “bom, agora certamente quer ir descansar um pouco não é?”. Perante esta pergunta, e consciente que se dormisse umas horas iria ficar mole e desconfortável o resto do dia, disse-lhe que tencionava dormir só à tarde.

Ele explicou-me que pensava ir a um bar de praia, onde se encontrava com os amigos ao domingo e que, se eu quisesse, pretendia levar-me. Passaríamos lá a manhã, almoçávamos e à tarde regressaríamos a casa para descansar.”

E este é o senhor de quem hoje nos despedimos… O Sr.Cabral…

Aquela figura “autoritária”, consistente e responsável que, durante alguns anos, foi o responsável pela empresa e que até aos dias de hoje, em cada acção que tomava, pensava sempre no que poderia trazer mais valias para a empresa.

Aquela pessoa que às 6.30 já estava no escritório.. Que garantia que as portas estavam trancadas, que geria os motoristas, etc etc etc..

No fundo, e acho que ele não se zangaria comigo se lesse este post, o “guardião da empresa” e, agora dito com a certeza de quem também o sente, a referência de cada um de nós…

Cada vez que chegou alguém novo o sr. Cabral sempre se preocupou com a sua integração e bem estar e, por isso mesmo, foi ganhando o nosso respeito e admiração…

Mas chega de falar do passado…

Este é o post para falar do presente… O jantar de despedida do Sr. Cabral…

Foi uma surpresa, no agradável Cais de 4,em que nós já todos aguardávamosa sua chegada (cerca de 40 pessoas) e ele chegou para um “normal” jantar com o antigo Director Geral da empresa que foi nosso cúmplice…

À chegada muita emoção… Afinal de contas estávamos ali todos para marcar um momento que seria o afastamento deste nosso querido colega…

A refeição pouco interessa…

Interessam sim as palavras que foram ditas… A homenagem que cada um, da forma que soube, conseguiu dar para inaltecer este nosso querido colega.

De mim, em particular, fica um agradecimento ao colega mais velho que me recebeu, apoio e acompanhou de froma a que eu me adaptasse o melhor possível a este país que, como tanto se diz por cá “não é para todos”…

Ficam as saudades das discussões políticas e futebolísticas entre o Sr. Cabral e o Paulo… Ficam também as agradáveis conversas sobre o nosso país e, em particular, sobre Vale de Milhaços…

Pois… Porque afinal de contas, foram necessários 7.000 Km para conhecer este “meu vizinho”.

Um abraço Sr. Cabral.

domingo, 27 de março de 2011

11 de Dezembro - A casa nova...

Para enquadrar este post é necessário voltar um pouco atrás no tempo, mais precisamente à vinda para Angola.

A minha vinda para Angola, e o nosso início de vida cá, não foi feito nas condições ideais, nomeadamente para quem já tinha a independência conquistada em Portugal, ou seja, vim juntar-me ao repórter numa guest house da empresa dele, o que representava ter que dividir os espaços comuns com mais pessoas. Se isso permitia que a agitação e o movimento fosse uma constante, facilitando em algumas situações a adaptação inicial, todos sabemos que, na maior parte das vezes, queremos o nosso espaço, por mais pequeno que seja, mas precioso!

Daí que a mudança de trabalho em Setembro tenha trazido uma das melhores novidades à nossa vida em Angola, mais rapidamente do que julgávamos, o irmos habitar um espaço só para nós! Contudo a procura do mesmo ficava pela nossa conta e risco... Quem por aqui reside sabe que a procura de apartamentos é uma tarefa árdua em Luanda e que, por falta de tempo, nem sempre ficamos de imediato com a melhor opção. Efectivamente o tempo não jogava a nosso favor e fomos pela opção mais fácil, alugar um apartamento no condomínio onde trabalho. Com todos os contras que isso trazia, nomeada e principalmente, o repórter ter que levantar-se cedíssimo todos os dias para vir trabalhar para a cidade. Mas a felicidade de termos o nosso cantinho, com algumas facilidades e espaços comuns, superava qualquer coisa, inclusive os atritos com a proprietária que queria definir o câmbio, para a transferência do aluguer anual (sim, por aqui paga-se alugueres anuais, e talvez semestrais com proprietários simpáticos!!!), segundo os seus próprios critérios... águas passadas, a chave estava na nossa mão e agora começava mais uma missão, que já se antecipava complicada, a decoração!

Duas visitas à Moviflor deram para perceber como é que algumas empresas enriquecem... a fórmula em Angola parece à partida simples: sem uma autoridade eficaz para controlar as actividades comerciais, as margens multiplicam-se por 4 face às margens nos países de origem... Os custos com importação são sempre utilizados na equação, nomeadamente para justificar que uma mesa de cabeceira de folheado custe 220Euros...

Queixumes à parte, e entre visitas à Mabílio, ao Mega, à Casa e Coisas, entre outros, lá fomos comprando o essencial e necessário para iniciarmos a nossa vidinha! É um facto que regressamos a casa no Natal com metade das coisas compradas, mas não interessa nada, pois sabiamos que ao voltar a Luanda teriamos a nossa cama à nossa espera!

Já o sofá... estaria para vir...

sábado, 26 de março de 2011

10 de Dezembro – TAAG cancela todos os voos

Na sequência do ocorrido no dia 6 de Dezembro, após muita especulação e contra-informação, a TAAG comunicou o cancelamento de todos os voos porque, segundo fonte oficial, foram detectados alguns defeitos nas aeronaves da companhia.

Aqui ficam duas notícias, relacionadas com este assunto, publicadas pelo Portal ANGOP:

TAAG - Cronologia dos acontecimentos

Luanda - As Linhas Aéreas de Angola, TAAG, têm as quatro aeronaves que compõem a sua frota de longo curso paralisada, por “razões técnicas”, o que segundo o administrador da empresa, Rui Carreira, se traduz em um dos períodos mais difíceis da sua história.

Siga, por ordem cronológica, aos principais factores que foram indicados hoje, em conferência de imprensa, como causas para o surgimento e agravamento desta situação:
No dia 21 de Outubro do ano em curso a tripulação do Boeing 777-200 que devia ligar a cidade do Rio de Janeiro (Brasil), a capital angolana, foi obrigada a abortar a descolagem por problemas no motor direito; A avaria motivou a antecipação da manutenção programada, que deveria ocorrer em meados de Novembro e certificou que a mesma não estava em condições de operar.

No dia 16 de Novembro outra aeronave do mesmo tipo teve um pequeno problema, também no motor, localizado sob a asa direita.

No dia 6 de Dezembro o terceiro aparelho do mesmo modelo registou uma anomalia no motor do lado Direito, quando deixava a capital portuguesa em direcção a Luanda, facto que obrigou a tripulação a regressar ao aeroporto de procedência, onde se encontra até ao momento.

No dia 9, quinta-feira, o aparelho que estava em funcionamento efectuou a rota Luanda/Lisboa, e por uma questão de precaução o Gabinete de Segurança de Voos da TAAG, orientou que se fizesse uma inspecção minuciosa aos motores, verificando-se que o propulsor direito estava com problemas, que comprometiam a sua normal utilização.

Na manhã de hoje (sexta-feira), foi registada uma pequena pane num dos motores do Boeing 747, o que fez com que se cancelasse o voo para São Paulo (Brasil); A aeronave, seguiu então para Joanesburgo a fim de fazer uma inspecção cuidada aos motores, pelo que, se aguardam a qualquer instante informações sobre o seu real estado.

A transportadora de bandeira tem duas aeronaves em Lisboa, que aguardam pela troca de motores; Uma no Rio de Janeiro para igual tratamento; Uma terceira em Joanesburgo, em diagnóstico.

Em normal operação a TAAG conta, neste momento, apenas com sete aeronaves de médio porte, engajadas na realização de voos domésticos e regionais.

In Portal ANGOP (http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/transporte/2010/11/49/TAAG-Cronologia-dos-acontecimentos,19eda898-e6fe-45cb-86a0-bcc8108c122d.html)



TAAG freta aparelhos para contornar períodos críticos

Luanda - Com o fim de contornar o período critico provocado pela paralisação, por “razões técnicas”, das aeronaves da sua frota de longo curso, as Linhas Aéreas de Angola (TAAG) estão a envidar esforços no sentido de alugar aparelhos para cumprir com os compromissos imediatos.

Estas declarações foram prestadas hoje, em Luanda, pelo administrador da companhia, Rui Carreira, quando em conferência de imprensa, anunciava os momentos difíceis que a companhia angolana de bandeira enfrenta, talvez mais complicados que os vividos aquando da interdição de voar para o espaço aéreo europeu, considerou.

“Não temos outros aparelhos disponíveis e para honrarmos os compromissos imediatos, estamos a envidar esforços para alugar aeronaves no mercado internacional, o que é sempre muito difícil nesta época do ano”, lamentou

Para já, continuou, temos confirmados dois aviões de duas companhias portuguesas: um Airbus A340-400 da Aero Atlantic e um Boeing 767 da Air Fly.

Ainda de acordo com o administrador, esta medida acarreta um grande esforço financeiro com o qual a TAAG não contava, já que as avarias ocorreram em cadeia.

Outro dado preocupante, para o administrador, é o facto das aeronaves alugadas não terem a mesma configuração que as da TAAG, em termos de cabine, uma vez que não possuem a primeira classe, têm poucas cadeiras em executiva e grande parte da cabine ocupada por cadeiras na classe económica.

“Este facto nos vai causar enormes transtornos comerciais, mas que serão por nós acautelados caso a caso”, afirmou.

In Portal ANGOP (http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/transporte/2010/11/49/TAAG-freta-aparelhos-para-contornar-periodos-criticos,7b4825b4-1c50-48d0-9efd-c93f7569712b.html)

quarta-feira, 23 de março de 2011

6 de Dezembro – Prédio da Cuca e TAAG

Num só dia duas notícias abalam o povo Angolano.

Depois de muito se espectular e falar sobre essa possibilidade, na noite de 5 para 6 de Dezembro o prédio da cuca, situado no Kinaxixi, deu efectivamente sinal de derrocada e, por isso mesmo, foram dadas 24 horas aos moradores para retirarem alguns dos seus bens do edifício.

Hoje, pelas 12 horas, diz-se que continuam a ser evidentes os sinais de derrocada. Eu não sei… Não fui nem terei oportunidade de ir até lá mas, tal como todos os que por cá estão, sinto a perda de um símbolo desta cidade.

Aquele é (ou era) um edifício mítico da cidade. Tal como já tiveram oportunidade de ler também a cô-repórter olhava para quele edifício dessa forma… Também ela fazia questão de ter fotografias “com o prédio da Cuca”…

Conseguimos tirá-las a tempo…

E a outra notícia relacionada também com Angola é o acidente/incidente que envolveu um avião da companhia de bandeira Angolana, a TAAG. Ao que parece após a descolagem, ainda sobre Almada, foram projectadas peças do motor que caíram sobre algumas viaturas e ainda provocaram alguns ferimentos em peões…

Depois do sério problema que a companhia teve há alguns anos, que originou a sua entrada na Lista Negra da Comunidade Europeia, onde ainda está, muito se especulou hoje sobre este acidente…

Pessoalmente é um tema que me preocupa duplamente… Em primeiro porque a minha viagem no natal será na TAAG e poderei vir a ter dificuldades a fazer o voo ou, pior, poderá o voo ter problemas… Pouco poderemos fazer e, por isso mesmo, resta aguardar pelos acontecimentos dos próximos dias para vermos o que irá acontecer…

Infelizmente o dia 6 de Dezembro será recordado durante muitos anos pelo povo Angolano como o dia em que um avião da TAAG teve um novo problema mas, também, por ser o dia em que Luanda começou a perder o “seu prédio da Cuca”.

segunda-feira, 21 de março de 2011

4 e 5 de Dezembro - Mubanga Lodge (2º dia)

Acordei com aquela sensação de que tinha dormido dois dias seguidos, tal foi o descanso produzido pelo sono maravilhoso. Fomos direito ao pequeno-almoço e os madrugadores já estavam despachados dessa deliciosa tarefa que é comer :) Ainda tivémos direito aos croissants afamados...

O repórter e o Ludgero tentaram dedicar-se à pesca, com pouco resultado, e depois disso trocaram as canas pelas máquinas fotográficas... Os resultados forem bem superiores...






O resto da manhã foi passado em torno da legislação, apesar dos sucessivos convites para me juntar à piscina. Por fim lá cedi, arrumando o caderno e trocando-o pelo bikini e pela toalha. E eis senão quando vemos chegar outro casal amigo com o filhote que rápido rápido saltou para a água com a ajuda de todos.

Sem termos combinado juntámo-nos todos ali por coincidência, feliz, claro está, e celebrámos com um almoço que ficará para a memória e fez correr muitos emails :) O Nuno, que ia à procura da comida deliciosa que a Andreia tinha comentado, e que nós tinhamos provado no dia anterior, não teve oportunidade de a encontrar porque justo nesse dia o Lodge tinha acedido a um pedido do outro grupo, mas precisamente da aniversariante, para fazer comida típica angolana e o almoço habitual, com serviço empratado e muito individualizado, foi substituído por buffet, pelo que a coisa não correu como desejado...

Já estávamos quase no final da refeição quando começou a cair uma tromba de água daquelas tipicamente tropicais, que fez os empregados e toda a gente andar numa correria desenfreada para proteger os haveres. Aproveitámos para contemplar a paisagem e apreciar, debaixo do enorme Jango onde são servidas as refeições, a vista que se tornava agora diferente, mas igualmente bela!


Deixámos apenas acalmar aquele fúria das águas e na primeira brecha arrumámos as nossas coisinhas e iniciámos a despedida daquele magnífico lugar que nos deixou rendidos e com muita vontade de regressar brevemente.

A todos um grande obrigada, mas sobretudo ao Lu e à Andreia pela prenda magnífica que deram ao repórter na antecipação dos seus 27 aninhos.


Os contactos "do paraíso":

933 207 093
936 117 982
Email: mubangalodge@gmail.com
Morada: Estrada do Kinfangondo - Cabire - Bairro Km 56
Bengo, Angola

domingo, 20 de março de 2011

4 e 5 de Dezembro - Mubanga Lodge (1º dia)

Muitas vezes nos queixamos de que estamos longe da família, da nossa casa, dos nossos amigos, mas não pensamos na sorte que temos em poder aproveitar determinados lugares com determinadas pessoas. Vivemos em busca daquilo que não podemos ter num preciso momento, mas esquecemos por completo de aproveitar da melhor maneira possível, com todas as nossas forças e energia, as oportunidades que vamos tendo.

Estava a ouvir uma música muito especial, que fará parte da banda sonora da minha vida, quando ganhei inspiração para escrever este post.

Ao olhar para trás talvez me aperceba que não aproveitei aquele dia e meio como deveria, nomeadamente porque levava um caderno de legislação cambial para ler para uma reunião de segunda-feira, e hoje arrependo-me. Arrependo-me porque estas oportunidades não ocorrem todos os dias, como as reuniões, no espaço entre as quais podemos ler a legislação, e quando ocorrem o tempo parece escorrer-nos entre os dedos e não o sabemos aproveitar. Espero que uma das coisas que a estadia em Angola me ensine seja isso mesmo, aprender a aproveitar e tirar o melhor partido do tempo e das pessoas, quando apenas isso é necessário.

Ensinamentos à parte, a ida ao Mubanga iniciou-se com expectativa. O Lu e Andreia já lá tinham estado para um almoço de Domingo e falavam maravilhas, como tal aqueles quilómetros que nos separavam do Lodge teimavam em passar. Quando chegámos olhámos em redor e ficámos deslumbrados pelo sossego e pela paisagem. Espero que as imagens vos provoquem efeito semelhante:


Foram-nos de imediato atribuidos os quartos, com vista para a Lagoa. Os quartos, que é como quem diz, as cabanas super românticas que se espalhavam ao redor da Lagoa, umas mais próximas que outras. Confesso que ainda estava pouco esquecida da experiência com animaizinhos rastejantes na Fazenda Cabuta e depois da gerente ter dito com um sorriso “atenção que se encontrarem umas coisinhas pretas não é de ratos ou falta de limpeza, é das osgas que andam por aí”, nem mesmo o magnífico aspecto dos quartos, o revestimento robusto a madeira e a boa tranca da porta me fizeram esquecer as imagens recentes... e não é que, de entre os três quartos que fomos ocupar, nós fomos os únicos com um presente no quarto? Coitadinha, era tão pequenina, bebé, acabada de nascer, que até deu pena matar. Tive um daqueles rasgos de amor-ódio e depois de gritar para o repórter “MATA!” disse de imediato “Oh, mas é tão pequenina!”... os pesadelos a respeito da mãe poder vir procurá-la assombraram-me um bocadinho, mas depois da piscina, de um bom banho, um excelente jantar e do conforto dos lençóis brancos com cheirinho a lavado tal e qual os da mamã, tudo se desvaneceu!

O calor convidava a banhos e depois do repasto fomo-nos estender ao sol e aproveitar a água, quentinha quentinha, que nem apetecia sair... já o sol perdia a força e teimávamos em ficar por ali!

Um rápido olhar para o pôr-do-sol deu-me uma ideia para concretizar umas fotos que queria ter para o casamento, pelo que pedi à Andreia que tentasse executar. Ora bem, imagem que pedem camarão e vos trazem um buffet de marisco? Foi quase isso que aconteceu a seguir à primeira foto, plano daqui, plano dali, beijo e mais beijinho, e não queriamos parar, nem nós nem a fotógrafa :) Mas o buffet não foi só para dois, a seguir à nossa sessão veio a sessão Sérgio e Mara já com as luzes da noite a darem um efeito especial ao preto e branco!

Aproveitando o pôr-do-sol o repórter entreteve-se ainda a captar mais algumas imagens:






O final do dia, logo após o jantar ainda nos traria momentos hilariantes protagonizados por uma das crianças que pertencia ao grupo que também ali estava alojado, a qual simpatizou com o repórter e conduzia todas as brincadeiras com ele!

O dia ia longo longo, e era hora de recolher... que amanhã havia mais... ou não :)

P.S. - Contactos no post seguinte.

quarta-feira, 16 de março de 2011

3 de Dezembro – Bahia convida às sextas, embora convide sempre!

É com muito carinho que escrevo este post, por ser sem dúvida um dos primeiros sítios que mais me marcou positivamente em Luanda, e por ser o meu espaço de eleição.

O Baía é tão diversificado que poderia escrever vários posts com abordagens e tópicos distintos, mas vou ousar misturar tudo e espero que não se torne uma valente confusão.

Fazia uma semana exacta que estava em Angola quando fui a primeira vez ao Baía, aliciada por uma proposta tentadora. O repórter ligou-me quase ao final da tarde com a seguinte questão, para a qual compreenderão, não havia muita hesitação na resposta “O Mike* quer ir para casa jantar e descansar ou quer ir com o Mike comer uma Pizza da Lagosta?” Uhmmm jantar+descansar Vs. Pizza de Lagosta? O descanso que viesse depois, agora, ou melhor, logo, que venha a Pizza de Lagosta.

Não sabia eu que a Pizza Lagosta era a Pizza Baía, assumindo o nome do Restaurante/Bar, e muito menos sabia que aquele viria a ser o meu espaço favorito em Luanda.

Não sabia mas fiquei desde logo com essa intuição. O Baía, aliás, Espaço Baía, conquistou-me à primeira vista pelo ambiente, descontraído mas ao mesmo tempo reservado, pela música ambiente que é no mínimo excelente, repleta de artistas contemporâneos e maioritariamente dos estilos bossa nova e jazz, e pela variedade de snacks. A vista não é magnífica, mas virá um dia a ser, logo que acabem as obras da baía de Luanda. Mas, para ser sincera, nem sequer faz falta, sentimo-nos de tal forma relaxados que nem reparamos no que está para lá da vista.

Desde aí o Baía tem sido o sítio por nós mais vezes visitado, sobre todo e qualquer pretexto. Um snack ao Domingo, um copo no final da semana para descontrair, um jantar intimista, sobre a verdadeira luz de velas e as ventoínhas que marcam os anos, qualquer motivo é bom para passar por ali.

Mais recentemente descobri que a dona do espaço é irmã do conhecido cantor brasileiro D’javan, que tantas vezes ouvi nas noites ali passadas. Talvez assim se explique o bom gosto musical nos temas escolhidos e que nos acompanham as refeições ou simplesmente as conversas ao sabor de um gin tónico.

A fidelidade é tanta que mesmo com a distância que agora me separa da cidade, as sextas são-lhe quase sempre reservadas! Até porque, é quando ele nos oferece uma das coisas que tem de melhor, a música ao vivo!
É, sem sombra de dúvida, o Espaço a não perder, de tal forma que seria capaz de desejar transpor uma versão igual para a Lisboa que me viu nascer...

*Mike – termo utilizado por nós que um dia, oportunamente explicaremos.

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