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terça-feira, 15 de março de 2011

27 de Novembro – Shangai Baía, um dia destes damos-lhe uma segunda oportunidade

Eu, co-reporter, já conhecia o Shangai Baía antes mesmo de vir para Angola. Posso até acrescentar, já conhecia o Shangai Baía antes mesmo do repórter saber que ele existia, sendo que ele já cá estava há uns meses...

Foi graças a um documentário que o repórter publicou no blog, sobre a comunidade chinesa em Angola, feito pela Mariana Van Zeller e pela Vangard Journalism, que descobri a existência do Shangai. Se não estou em erro, o nome do restaurante até nem era mencionado, mas depois de alguma investigação descobri que se tratava do Shangai. Um dos atractivos do mesmo, para além da localização, na Ilha, junto ao Cais de 4, de frente para a Baía de Luanda, são as salas de Karaoke que proporcionam uma espécie de espectáculo VIP, permitindo aos que como eu não têm voz afinada, esconder entre quatro paredes as figuras enquanto cantam ou tentam trautear uma letra que passe na pequenita TV.

Ora bem, ainda não tinha data marcada para vir para Angola e desde então tinha ficado prometida uma ida ao Shangai Baía entre amigos, com gargantas afinadas, claro está!

Contudo, essa ida, apesar das mil e uma tentativas e lembretes por mim conduzidos, não se concretizou e um belo Domingo, daqueles em que acordamos tão tarde que o pequeno-almoço parece um almoço ligeiramente adiantado, lá fomos experimentar!

Tinha caído uma chuvada imensa, daquelas que só vi uma vez ou duas na vida, até vir para Angola. Certo é que desde que cá estou já multipliquei por, pelo menos 5, este número de observações! A chuva tinha sido tanta que algumas ruas estavam cortadas, ou intransitáveis devido aos estragos nas mesmas, às cascatas imensas que se formaram, ao derrube de inúmeras coisas, o que fazia com que o nosso propósito, ir tomar um simples snack, não fosse possível. A generalidade dos restaurantes que o permitiriam estavam fechados. Depois de muitas voltas e já quase a voltar para casa, onde nos esperaria uma qualquer lata de salsichas para abrir e uns ovos para estrelar, levantei a hipótese: E se fôssemos finalmente experimentar o Shangai? O repórter não estava muito para aí virado, mas depois de tantas tentativas goradas, lá estacionámos o Jimny.

A primeira impressão em si foi logo negativa. A animação que tinha sido transmitida na reportagem obviamente que não existia, no espaço existente separado das salas de Karaoke éramos os únicos clientes, e a chuva que se tinha abatido sobre Luanda faziam com que a esplanada, onde nos queriamos sentar para aproveitar os raios de sol que já espreitavam, parecesse um lugar abandonado e com vestígios de destruição. O interior não se apresentava diferente, no que respeita obviamente ao abandonado. Mas pronto... vamos lá experimentar a comida... Pedimos os habituais crepes e porco doce, um dos pratos preferidos que temos em comum. Bom... salvou-se a rapidez com que nos trouxeram os pedidos e o ruído de fundo de uma das salas de Karaoke mais próximas, que nos permitiam escutar de quando em quando a alegria inerente às performances que se iam apresentando.

permitiam escutar de quando em quando a alegria inerente às performances que se iam apresentando.
A comida não era nada de mais, para dizer a verdade, assim que experimentei senti saudades do meu chinês preferido na rua dos Bacalhoeiros. E o repórter ainda me conseguiu dar aquela que considero a pior notícia: O Karaoke era só composto por temas em chinês! Oh pá, é que a comida até podia ser má, porque restaurantes chineses há mais, mas salas de karaoke para grupos onde é que vou encontrar?

Como ainda não estou absolutamente convencida da veracidade desta informação, pois receio que tenha sido uma estratégia do repórter para não concretizar a promessa de um dia ocuparmos uma daquelas salinhas, e porque as condicionantes eram muitas para fazer com que a primeira experiência não tenha sido positiv, ainda vamos dar uma segunda oportunidade e voltar ao Shangai, quem sabe numa noite destas, para aproveitar a vista...


Para os interessados:
Localização: Shangai Baía, Ilha do Cabo, perto do Cais de 4, do lado direito, mesmo ao final do parque de estacionamento. O espaço está divido em dois, do lado direito o Bay Art, e do esquerdo o Shangai Baía.
tel: +244 222 309 198
+244 923 788 188
+244 924 296 66

domingo, 13 de março de 2011

26 de Novembro – Uma visita a uma “loja de telemóveis"

O título do post é, evidentemente, provocatório… Mas no bom sentido…

Nos últimos dias vimos nascer, praticamente à porta de casa, uma banca que tem como principal actividade os arranjos a telemóveis.

Pois bem… Aproveitando o facto do guarda da nossa casa estar junto aos “donos da loja” lá fui eu, repórter, de máquina em punho para recolher umas fotografias…

Depois de dois dedos de conversa aí estava a autorização para tirar fotografias… Não só “dos profissionais” propriamente ditos, como também da tia de um vizinha que ia a passar no momento…

Para a posteridade…







25 de Novembro – Exposição Pintura "Vidas na banda"

Tal como tenho escrito “Angola está a mudar”…

E aqui está mais uma prova…

Alguns meses depois de divulgar a sua paixão e trabalho por e em Angola, é com um prazer especial que divulgo a exposição de Pintura que o Artista Plástico Miguel Barros fará em Luanda.

A inauguração da exposição será no dia 25 de Novembro e realizar-se-à na Galeria de Arte Celamar, na Rua Mortala Mohamed. De forma a ser mais preciso a Galeria localiza-se entre o Jango Veleiro e o restaurante chinês.


(Nota: O atraso na actualização do Blog torna este texto “rídiculo” contudo, uma vez que já estava escrito e que divulga o trabalho de um artista que admiramos, entendemos que deveríamos manter o texto tal como foi escrito originalmente)



22 de Novembro – Divulgação: Cultura Africana Contemporânea

Angola está a mudar…

Envolvido no espírito da 2ª Trienal de Luanda apresento um site, relativamente recente, que divulga a Cultura Contemporanea Africana…

Este vai directo para os links do Terra Avermelhada para que todos possamos acompanhar a evolução do site e da Cultura neste nobre continente.

Votos de muito sucesso aos autores.

sábado, 12 de março de 2011

17 de Novembro – Chuva forte em Luanda

Todos nós já ouvimos falar de chuvas tropicais e aqui no blog, já publiquei as imagens da inundação que tive no quarto onde habitava…

Mas, mesmo assim, é algo que é díficil de compreender para quem “não as vive”.

Por isso aproveito o facto de terem existido estas para explicar que, a mehor forma que tenho de definir uma chuva tropical, é dizendo que é uma chuva intensa, normalmente de curta duração, mas de muita intensidade.

Aliado a isso, e reccorendo ao meu imaginário, diria ainda que para além da pluviosidade existe também muita humidade, porque estas chuvas só ocorrem em locais onde a temperatura é muito elevada…

Por cá, confesso, já “vi” o conceito de chuva tropical mas nos últimos meses tenho sentido que as chuvas se têm assemelhado mais ao que costumamos viver em Portugal… Uma chuva, com maior ou menor intensidade, mas cuja duração é longa…

Mas… Não fugindo ao título do post, aqui fica um filme recolhido pelos amigos Sérgio e Filipe e, concordarão, retracta muito bem, a violência e intensidade da chuva…

quarta-feira, 9 de março de 2011

13 e 14 de Novembro – Fazenda Cabuta (2º dia)

O dia começou bem cedinho, não só por causa dos detalhes da noite anterior e dos habitantes adicionais do nosso quarto, como também pelo facto dos senhores que estão a construir mais quartos e apartamentos serem chineses e terem começado a fazer blocos de cimento logo às 8 em ponto!

Tomámos o pequeno-almoço com um grupo de viajantes que andavam a fazer um rally tour por Angola, sendo aquela uma das paragens, e seguimos para a visita oficial à fazenda acompanhados de um dos trabalhadores locais.

Passámos pelas roças de café e apercebemo-nos da real dimensão da fazenda. O nosso guia levou-nos ao miradouro do qual se tem uma vista magnífica do vale do Kwanza, permitindo óptimos registos fotográficos. Visitámos ainda a casa do dono da Fazenda e as fábricas do Óleo de Palma e de sabão. A fábrica de sabão está completamente abandonada, mas no que respeita ao Óleo de Palma, foi construída uma nova que se encontra em produção.












O guia deixou-nos estar bastante tempo à vontade e pudémos recolher imensas fotografias e conversar com algumas das pessoas que passavam, nomeadamente um grupo de 3 crianças que consertavam os travões da sua bicicleta.








As horas avançavam, era tempo de nos fazermos à estrada, e tínhamos desde logo uma missão, encontrar um posto de venda de combustível nos próximos 100kms. Sabíamos que essa missão seria difícil, mas mais ainda, sabíamos que tinha que ser executada em Calulo.

Antes de chegar à vila, e no percurso em picada, encontrámos uma senhora pelo caminho a pedir boleia. Transportava uma quantidade enorme de lenha e trazia consigo um bebé de colo. Imaginamos o tempo que demoraria a chegar se tivesse feito o trajecto a pé... Segurámos no bebé durante o percurso e ao devolvê-lo à mãe tive a felicidade de ser presenteada com um sorriso magnífico que deu origem a este momento registado de forma formidável pelo Lu

Autoria da Fotografia: Ludgero e Andreia

Encher o depósito não foi difícil, apesar de ambas as bombas estarem fechadas. Mas, postos de combustível diferentes dos “tradicionais”, não eram escassos :)



Autoria das Fotografias: Ludgero e Andreia

Percorremos novamente o mesmo caminho e propus uma paragem em Cambambe para almoçar. Infelizmente o restaurante da Pousada já estava a fechar, mas indicaram-nos outra possibilidade muito próxima onde muitos turistas iam, a Ti Libina. Antes mesmo de nos dirigirmos aproveitámos para ver a paisagem envolvente, com o Kwanza mesmo por baixo de nós.




Autoria das Fotografias: Ludgero e Andreia

Aquilo que julgávamos ser um restaurante não era mais do que a casa da Ti Libina, o terraço onde tem o grelhador e uma bela de arca frigorífica abastecida de refrigerantes e Ekas, e um jango. Quando perguntámos ser ainda serviam almoços, responderam de imediato que sim, mas só churrasco, que era o que estavam a preparar para a família. Entreolhámo-nos e dissémos que sim, sendo gentilmente conduzidos ao Jango.

Aqueles momentos que ali passámos no jango da ti Libina foram um regresso ao passado, com recordações do tempo de infância, motivadas pelas garrafas em que nos trouxeram as bebidas. O frango estava óptimo, acompanhado de salada de tomate ali cultivado e batatinhas acabadinhas de fritar. Que gosto é comer batatas fritas sem serem congeladas! Algo cada vez mais raro.




Depois do repasto e com o estômago reconfortado seguimos caminho em direcção a Luanda, com a aproximação do final de um fim-de-semana que parecia ter sido muito mais longo do que na realidade foi. A verdade é que os momentos vividos em boa companhia, as conversas com as pessoas que fomos encontrando, as paisagens que tivémos oportunidade de ver e registar, fizeram daquele fim-de-semana pequenino, um grande fim-de-semana!

PS: Para quem estiver interessado, e porque foi difícil para nós encontrar os contactos de ambos os locais, aqui ficam:

Pousada de Cambambe: Telefone fixo 235 205 007 / Telemóvel 913 533 680
Fazenda Cabuta – Telemóvel 917 910 000 / 919 977 004

terça-feira, 8 de março de 2011

13 e 14 de Novembro – Fazenda Cabuta (1º dia)

Quem nos conhece sabe que não somos de desistir! E eu pessoalmente, co-reporter, não descansei enquanto não convenci o reporter, o Lu e a Andreia, a irmos aproveitar o pouquinho do fim-de-semana grande que nos restava, ou seja, Sábado e Domingo, para irmos passear!

É certo que não iriamos para longe, até à minha tão desejada Benguela, ou Malanje, mas havia mais opções na manga e até conseguirmos uma reserva não descansaria!

A primeira tentativa, justificada pela proximidade que representava tendo em consideração o tempo que tinhamos disponível, foi Cambambe, mais precisamente a Pousada que é actualmente gerida pelo ENE. Resposta: LOTADA! Isto uma semana antes do fim-de-semana propriamente dito. Ok, nada de desistir, seguia-se a próxima tentativa, um bocadinho mais longe, na altura em que liguei não sabia bem quanto  Fazenda Cabuta, próxima de Calulo, no Kwanza Sul! Não se acerta à primeira, acerta-se à segunda! Havia quartos disponíveis e reservaram-se dois!

Et voilá! Agora era só aguardar por sábado e seguir destino!

Mesmo não sabendo, este fim-de-semana ia-nos reservar uma surpresa, mais que isso, uma constatação que muitas vezes ignoramos, quando menos esperamos somos surpreendidos com a simplicidade dos lugares, das coisas, das gentes, e quanto menos expectativas construímos e quanto menos planeamos, mais disfrutamos do que vivemos e experenciamos!

No sábado de manhã lá seguimos destino, iniciando o percurso primeiro até ao Dondo. A paisagem é maravilhosa e passamos vários rios, mercados à beira da estrada, fazemos todo o percurso junto à linha de comboio!





Autoria das Fotos: Ludgero e Andreia

Iamos acompanhados de música apropriada, nacional claro está!, que um colega do repórter tinha deixado na carrinha que nos foi concedida para o trajecto. E, tão igualmente importante, do farnel preparado pela Andreia, já que nós só contribuimos com água e bolinhos secos da Nilo! Sei que comemos muito e muitas coisinhas boas pelo caminho, mas não podia deixar de fazer menção às empadinhas com o toque de oregãos em cima! Deliciosas minha querida, não queres fazer mais? :) Quem sabe para a próxima viagem com direito a pic-nic?! Hum???

Ao chegar ao Dondo, e depois de passarmos o Alto Dondo, seguimos em direcção ao Huambo, onde passados alguns kilómetros avistamos o cruzamento para Cambambe, que era a nossa primeira opção, mas continuamos caminho!

Passados umas poucas dezenas de kilómetros, e quando viramos à esquerda para o Calulo, a paisagem altera-se, tornando-se muito montanhosa e ainda mais verde. É nesta parte do trajecto que temos a oportunidade de reter e ver aquelas paisagens que fazem parte do imaginário de todos, uma estrada de kilómetros num sobe e desce magnífico a fazer perder de vista:


Autoria da Foto: Ludgero e Andreia

Mais uns kilómetros e chegámos ao Calulo, uma vila pequena mas muito simpática, com um largo a fazer lembrar as aldeias das nossas infâncias, onde nos reuniamos com os nossos amigos logo após o jantar para as brincadeiras habituais, no meu caso, sob o olhar atento dos meus avós.


Autoria das Fotos: Ludgero e Andreia

Além de simpática era igualmente muito tranquila e organizada. Aproveitámos para pedir indicações sobre a fazenda, pois a partir dali já não sabiamos por donde seguir, apesar do senhor que me atendeu por telefone ter dito que sim, que havia indicações. Estou em crer que naquele momento ele não percebeu o que eu quis dizer, ou talvez tivesse percebido que havia quem desse indicações, pois placas a indicar a fazenda nem vê-las. Mas havia uma razão forte para eu acreditar que foi realmente um problema de expressão, e já vão perceber porquê...

Do Calulo até à Fazenda era sempre em picada, nada de muito duro, mas ainda uns bons kilómetros, que claro, parecem muito mais do que na realidade são :) A dada altura por pensarmos que já estávamos perdidos, perguntávamos pela Fazenda a um senhor que trabalhava por ali, que felizmente nos confirmou o contrário, afirmando que era já ali à frente.

Umas fotografias a meio do percurso…



Autoria das Fotos: Ludgero e Andreia

E era mesmo! Aproveitámos que estavam a processar um abastecimento de água para tirar umas fotos à entrada, daquelas postal, que toda a gente tira:


Autoria das Fotos: Ludgero e Andreia

A entrada na Fazenda fazia-se por um caminho ladeado de árvores que conduzia até à entrada e casa principal. Pelo caminho encontrámos dois meninos que transportavam uma múcua gigante na mão, com quem conversámos durante um bocadinho e aos quais demos boleia até à entrada. Moravam numa das aldeias que passámos durante a picada e iam ver o jogo de futebol que estava a decorrer no campo da Fazenda.



Autoria das Fotos: Ludgero e Andreia

Ao chegarmos ao edifício principal não encontrámos ninguém de imediato. Contornámos o mesmo e deparámo-nos com um outro edifício de apoio que parecia ser um restaurante. Um senhor dirigou-se à entrada e perguntou se desejávamos alguma coisa. Expliquei que tínhamos uma reserva em meu nome, para dois quartos duplos, pediu o meu nome para confirmar na lista e informou-nos que não existia qualquer reserva. Voltei a explicar como tudo se processou, que tinha ligado na segunda-feira para reserva, que falei com um senhor com um sotaque entre o espanhol e italiano, o qual nos tinha aceite a reserva. Foi então que o senhor disse de imediato “há, pronto, mas essas reservas não são feitas comigos, têm que ir além àquelas casas à procura do cubano para lhe perguntar e pedir a chave”.

E assim se explica a questão que mencionei anterior do problema de expressão :)

Lá nos dirigimos às casas indicadas sem sabermos ao certo onde e qual era. Lá conseguimos identificar um grupo de pessoas e posteriormente a mulher do senhor cubano que nos confirmou que não havia nenhum problema com as reservas, que o marido estava mesmo a chegar e nos daria as chaves dos quartos.

Na realidade não havia quartos ainda designados e depois do senhor chegar deu-nos a escolher entre as suites da casa principal e os quartos dos anexos construídos, com a consequente variação de preços. Bom, achámos que os quartos eram perfeitamente razoáveis numa relação qualidade-preço e ficámos por ali... mas ficámos mal! Mais tarde viriamos a arrepender-nos de não ficar nas belas suites  Pelo que aconselhamos a todos os que por ali passem que, sem dúvida alguma, escolham as suites!

Depois de instalados fizémos o primeiro reconhecimento da Fazenda. A Fazenda é propriedade do antigo ministro Higino Carneiro e dedica-se essencialmente à produção de café, tendo duas marcas próprias, o Calulo e o Bela Negra, que podem ser adquiridos localmente embora as marcas sejam essencialmente para exportação.









A Fazenda tem uma construção do tipo colonial e ficámos a saber que era propriedade de um senhor Holandês. Actualmente é gerida por cubanos, um deles o senhor que nos reservou os quartos, sendo que a generalidade das pessoas das aldeias próximas trabalham ali. Existe uma escola e um hospital, em que os médicos e enfermeiros são cubanos também, estando ali ao abrigo de um protocolo.

Na realidade toda a envolvente faz parecer que as pessoas vivem em comunidade naquele espaço. Ainda pudémos assistir ao final do jogo de futebol e ser contemplados com um pôr do sol maravilhoso, como só África tem para dar.








Antes mesmo de jantar, aproveitámos os últimos rasgos de luz do dia e a mistura magnífica de cores no céu, no alpendre do restaurante enquanto tomávamos os habituais gins e águas tónicas!

O dia já ia longo e havia que dirigir aos aposentos, sem uma única luz pelo caminho. Felizmente o percurso era curto... ao chegarmos não imaginámos a recepção que teríamos :) Muitos, mas muitos mesmo, mosquitos para matar e, no nosso caso, um animalzinho que pernoita nos meus piores pesadelos, uma osga!! :) Foi aí que percebemos que as suites teriam sido uma muito melhor opção. É que a porta do quarto tinha uma fresta de cerca de 5 cm deixando passar toda a mosquitada e alguns animais rastejantes... escusado será dizer que não se dormiu muito, e a meio da noite ainda houve uma segunda inspecção ao quarto para averiguar a existência de mais amiguinhos!

PS: Contacto da Fazenda disponível no post seguinte.

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