Páginas do TerraAvermelhada.blogspot.com

domingo, 30 de maio de 2010

24 de Maio – Reportagem: A comunidade Chinesa em Angola

Ora aqui está o resultado da interactividade que desejava para este blog…

Um leitor casual do blog, que se foi tornando mais regular, deu-me conhecimento de um vídeo sobre a existência/influência actual do povo chinês em Angola.

É verdade… Muitas pessoas não sabem mas, por diversos motivos, existem muitos cidadãos chineses em Angola.

Não poderia deixar de a partilhar…



Ao Paulo, “o leitor”, o meu obrigado pelo vídeo mas também pela sua simpatia.

Quanto ao vídeo… Já possui alguns anos mas, apesar de ter algumas expressões “tendenciosas”, é um bom relato relativamente à realidade Angolana. Não mostra o total lado da comunidade Chinesa contudo, quem estiver atento, capta algumas questões fulcrais.

É mais uma forma de divulgar a Terra Avermelhada…

sexta-feira, 28 de maio de 2010

21 de Maio – O espelho já sorri!!!

O meu espelho já sorri…
… o do repórter também e o nosso? Vai sorrir dentro de 2 meses!

Mais um “direito de antena” para a “primeira seguidora”, sendo este O direito de Antena.

Após algumas tentativas, esperas e desesperos, o dia pelo qual esperávamos chegou! Estou finalmente a caminho para ficar!

Para além de podermos estar juntos, algo que desejávamos muito, o meu novo trabalho representa um desafio profissional muito interessante, o que nos deixa a ambos muito contentes.

Por tudo isto sinto que a espera compensou. Obviamente que ao longo deste tempo nem sempre pensámos desta forma, e muitos foram os momentos em que a desilusão e o desesperou nos dominou e julgávamo-nos esquecidos pela sorte. Houve mesmo momentos em que acreditámos que tudo se tinha virado contra nós, em que não acreditávamos em nada e não percebíamos o porquê de tanta espera e desengano. Felizmente, nesses momentos menos bons, ao longo desta difícil caminhada, houve sempre um de nós a acreditar e desesperar menos, a mostrar que a luz ainda lá estava à nossa espera, no final daquele túnel imenso. O Repórter é mais sensato, e tem a frieza que eu não consigo ter nestas alturas, em que me deixo dominar por completo pela tristeza, e conseguiu muitas vezes que a dor fosse atenuada.

No entanto, actualmente, conseguimos perceber que por vezes as melhores soluções tardam em chegar, apesar de toda o sofrimento que isso causa.

Também sabemos que agora estamos mais fortes.

Os próximos dois meses (tempo estimado para obtenção do visto) vão passar a correr, sobretudo para mim que tenho dezenas de coisas para tratar antes de ir! E o repórter? Vai tratando de tudo para me receber da melhor forma possível nessa terra avermelhada e ansiada.

Não podíamos deixar passar esta ocasião tão importante para nós sem agradecer àqueles que estiveram sempre connosco a apoiar-nos neste passo tão decisivo e de uma forma ou de outra contribuíram para que a espera não fosse tão difícil de suportar.

Sem apelidos, sem qualquer ordem de apresentação, e sob pena de nos esquecermos de alguém, um grande obrigada ao, à, aos…

Pedro, Ludgero, Andreia, Celso, Miguel, Filipe, Traça, Pai Carlos, Ana, Rita, David, Carla (e Beatriz ), Manel, Patrick, Checho, Hugo, Inês, Sónia e Fatinha.

E uma mensagem muito especial às minhas queridas Silvie, Lulu, Isabel e Fafa, por todo o apoio diário e constante que me deram, pelo companheirismo e por me aturarem os desesperos relativamente às esperas e indefinições! Vou ter muitas saudades dos nossos almoços no piso 3, dos nossos cafés na esplanada, das sangrias do Túnel , das incursões à In Vitro e das trocas de emails com as novidades. Pensando bem, estas não irão nunca acabar!!!

Ao meu mano André, que amo, adoro e, sobretudo, desespero por saber que vou estar tanto tempo sem ele, o maior abraço que alguma vez poderei dar. No fundo só nós sabemos o que custa, mas tem de ser e é para o bem! Vou estar sempre pertinho de ti, mesmo quando estiver bem longe.

Por último, deixo-vos a todos com uma canção muito especial para nós, que enviei ao Repórter num daqueles dias em que a indefinição me dominava e me perguntava, quando é que o meu espelho ia sorrir…

in álbum “Do Amor” de Paulo de Carvalho



A letra da música:

O Meu Mundo Inteiro

Todos te querem bem
Mas tu não
Mas tu não
Todos te querem tão bem
Mas tu não
Mas tu não
Eu vou estar aqui
Vou estar aqui
Para quando tu
Não quiseres ouvir
Vou estar aqui
Por ti


Quando não tens ninguém
Eu estou cá
Eu estou cá
E quero-te tão bem
Tu não vês
Tu não vês
Eu vou estar aqui
Vou estar aqui
Para quando tu
Não quiseres ouvir
Vou estar aqui
Por ti


Eu não quero
Eu não quero ver
O mundo inteiro
Pronto a esquecer
Que tem alguém
Que não tem tratado bem
E quando me vejo ao espelho
E pergunto-me quando é que esse espelho
Vai sorrir para mim

Letra: Agir (filho de Paulo de Carvalho)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

13 de Maio – Uma obra que se deve conhecer… Miguel Barros

Porquê Miguel Barros e porque não o Pápa em visita a Portugal? Porque já bastam todas as horas que os nossos meios de comunicação social reservam para esse efeito… ehheheheheh

Agora mais a sério…

A presença em Terras longínquas acaba por tornar mais fácil o contacto com diversas e diferentes pessoas…

Uma antiga colega de trabalho (já cota eheheehheheheeh), por eu estar em Angola, lembrou-se de comentar que tinha um amigo de infância que agora também por cá estava.

Achei relativamente normal. Afinal de contas, actualmente, todos os Portugueses conhecem alguém que está em Angola.

Comentou então que esse amigo era artista plástico e que tinha feito uma exposição “sobre Angola”. Realçou que a técnica utilizada era algo diferente dos “Canones” normais e enviou-me o link.

Depois de uma leitura percebi que, de facto, a técnica era muito interessante e, sem dúvida nenhuma, estava intimamente ligada a esta terra. Uma Terra em que todos utilizam/reutilizam tudo. Numa Terra em que a terra (agora refiro-me verdadeiramente ao solo) é algo a que as pessoas estão intimamente ligadas…

Não consigo explicar… Eventualmente porque, como li algures recentemente, “África não se explica, sente-se”, mas a realidade é que sinto essa enorme afinidade com as pessoas e a terra…

Quanto à técnica? Só quem a domina poderia explicar detalhadamente (mas também se pode ficar a perceber no blog)… A mim cabe-me apenas dizer que utiliza “o mar, papel “cavalinho”, terra e caneta bic”.

Pela unicidade, pela beleza, e também porque é algo intimamente ligado a esta Terra Avermelhada, após a sua simpática autorização para inserir o link neste blog, recomendo uma passagem pelo http://www.miguelbarros.blogspot.com/ (outros sites e blog’s aconselhados \ Artista Plástico – Miguel Barros).

segunda-feira, 24 de maio de 2010

02 de Maio – Praia das Palmeirinhas

Chegados os carros estava na altura de testar o seu comportamento…

E lá fomos nós testar “as máquinas infernais” até À praia das Palmeirinhas. Nunca lá tinha ido portanto esta ida à praia tinha duas vertentes interessantes.

Depois de um percurso de terra batida que não apresentava grande dificuldade chegámos à areia solta e, atesto, o comportamento do Jimny é fantástico… Não “atascámos”. Parámos então numa praia onde estava um grupo de pessoas muito simpáticas e afáveis e ali estivemos longe da confusão de Luanda. Sem dúvida um local muito agradável.

Enquanto estávamos a disfrutar do sol (que não era muito) e da água (fria e muito agitada) íamos ajudando a passar o tempo vendo os esforços de outros carros que iam passando e iam ficando atascados…

Por aqui ficam algumas fotos (apenas as que se podem divulgar :P) de “uma fila de atascados”.



A retirada foi rápida e estratégica porque começou a chover “a meio da tarde” e uma vez que metade do troço tinha bastante argila decidimos não arriscar… Já quase na estrada principal de acesso a Luanda um momento engraçado…





29 de Abril – A chegada do tão desejado carro

Pois é…

8 meses depois de chegar à Terra Avermelhada chegou então a minha viatura…

Não porque não existem, não porque era caro mas porque na primeira metade desse período havia indecisões estratégicas para a empresa e porque na segunda metade desse período estavam a ser tomadas decisões estratégicas para a empresa.

Pode parecer estranho mas é a realidade e este não é um problema da Terra Avermelhada…

O que é importante é que já chegou e que agora aumentam os meus graus de liberdade.

Ah, já me esquecia, é um Jimny cinza. heeheeheheeh

Pelas suas dimensões, assim que me sentei ao volante, senti algo estranho… Parecia que o carro só tinha motor e que, atrás de mim, já nada existia. Senti que havia um grande desiquilibrio no carro mas, após esse primeiro impacto, estou muito contente com o seu desempenho…

A máquina infernal…





13 de Abril – Deambulando por outros Blog’s III

O Fado…

Património Portugês indiscutivelmente…

Pequenas coisas que nem sempre valorizamos quando estamos “em casa”, à distância, assumem uma importância muito maior…

Aqui fica uma excelente reportagem da TV Brasil:


Fonte: http://www.diariodaafrica.com/2010/04/tem-japones-no-fado.html

sábado, 22 de maio de 2010

12 de Abril – Deambulando por outros Blog’s II

Atingido o sétimo mês de vivência no país da Terra Avermelhada, voltei a perder-me nas pesquisas de outras opiniões na internet... Durante estes últimos meses tenho disponibilizado link’s de blogues ou sites que considero interessantes como um todo.

Agora queria algo mais… Queria sentir o que se escreve desta terra… E o primeiro resultado desta pesquisa foi, para mim, muito interessante:

LUANDA, DIA 1
A primeira imagem de Luanda é de poeira suspensa. Da janela do avião, o aeroporto 4 de fevereiro é uma ilha de asfalto cercada por musseques. As casas das favelas são de madeira, metal. Pedras de diversos tamanhos são colocadas sobre as telhas para impedir que sejam carregadas pelas ventanias. O fenômeno repete-se em toda área pobre da cidade.

Carcaças de antigos aviões militares espalham-se pelas pistas secundárias do aeroporto. No desembarque, muita confusão. Apesar de placas indicarem a existência de filas específicas para diplomatas, cidadãos dos países de língua portuguesa, nacionais etc., ninguém respeita as indicações. Procura-se a fila aparentemente mais curta e pronto. Antes disso, é necessário conseguir o formulário de imigração para ser preenchido.

O documento não é distribuído durante o vôo, o que facilitaria a vida de todos. Os passageiros encurralam os dois únicos funcionários angolanos que distribuem o formulário apenas depois que os visitantes mostram o cartão com a vacina contra febre amarela em dia. Difícil entender por que não se exige a comprovação no embarque.

No trajeto do aeroporto até a cidade, mais poeira. Ruas sujas. Prédios detonados. Vendedores ambulantes. Gente à toa. Vigias fardados dormem sentados em cadeiras plásticas em frente a prédios e casas. O trânsito flui. Afinal, é domingo, sete da manhã.

Depois de um breve descanso, algumas compras na Casa dos Frescos, supermercado frequentado basicamente por estrangeiros e angolanos ricos. Coisa pouca, o suficiente para alguns lanches em casa. Tudo caro: biscoito, molho de tomate, queijo, sabonete líquido, ervilhas, manteiga, pão de forma, iogurte. Valor: 17.831,80 kwanzas. Ou US$ 237. Ou R$ 426,50. Cotação do dia: US$ 1 = 75 kwanzas.

Tentativa de almoço na ilha. Mais musseques pelo caminho.

Seguranças dos restaurantes portam fuzis russos AK-47. Sensação desagradável. Será que damos gasosa? Bom, sou adepto da política de que jamais se deve negar uma gorjeta a uma pessoa que carrega um AK-47.

Restaurante lotado. Vamos para outro. Na rua, seis jovens em três vespas quase batem no carro em que estamos. Um deles dá um soco na lateral do veículo.

No restaurante Portugália, mais jovens querem vigiar o carro, lavar o carro, dinheiro. Quando vamos sair, eles estão com as caras grudadas no vidro traseiro do carro, de olho nas compras. Chamam as mulheres brancas de madrinha. Saímos rápido. O primeiro dia em Angola é tenso.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...