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quarta-feira, 26 de maio de 2010

13 de Maio – Uma obra que se deve conhecer… Miguel Barros

Porquê Miguel Barros e porque não o Pápa em visita a Portugal? Porque já bastam todas as horas que os nossos meios de comunicação social reservam para esse efeito… ehheheheheh

Agora mais a sério…

A presença em Terras longínquas acaba por tornar mais fácil o contacto com diversas e diferentes pessoas…

Uma antiga colega de trabalho (já cota eheheehheheheeh), por eu estar em Angola, lembrou-se de comentar que tinha um amigo de infância que agora também por cá estava.

Achei relativamente normal. Afinal de contas, actualmente, todos os Portugueses conhecem alguém que está em Angola.

Comentou então que esse amigo era artista plástico e que tinha feito uma exposição “sobre Angola”. Realçou que a técnica utilizada era algo diferente dos “Canones” normais e enviou-me o link.

Depois de uma leitura percebi que, de facto, a técnica era muito interessante e, sem dúvida nenhuma, estava intimamente ligada a esta terra. Uma Terra em que todos utilizam/reutilizam tudo. Numa Terra em que a terra (agora refiro-me verdadeiramente ao solo) é algo a que as pessoas estão intimamente ligadas…

Não consigo explicar… Eventualmente porque, como li algures recentemente, “África não se explica, sente-se”, mas a realidade é que sinto essa enorme afinidade com as pessoas e a terra…

Quanto à técnica? Só quem a domina poderia explicar detalhadamente (mas também se pode ficar a perceber no blog)… A mim cabe-me apenas dizer que utiliza “o mar, papel “cavalinho”, terra e caneta bic”.

Pela unicidade, pela beleza, e também porque é algo intimamente ligado a esta Terra Avermelhada, após a sua simpática autorização para inserir o link neste blog, recomendo uma passagem pelo http://www.miguelbarros.blogspot.com/ (outros sites e blog’s aconselhados \ Artista Plástico – Miguel Barros).

segunda-feira, 24 de maio de 2010

02 de Maio – Praia das Palmeirinhas

Chegados os carros estava na altura de testar o seu comportamento…

E lá fomos nós testar “as máquinas infernais” até À praia das Palmeirinhas. Nunca lá tinha ido portanto esta ida à praia tinha duas vertentes interessantes.

Depois de um percurso de terra batida que não apresentava grande dificuldade chegámos à areia solta e, atesto, o comportamento do Jimny é fantástico… Não “atascámos”. Parámos então numa praia onde estava um grupo de pessoas muito simpáticas e afáveis e ali estivemos longe da confusão de Luanda. Sem dúvida um local muito agradável.

Enquanto estávamos a disfrutar do sol (que não era muito) e da água (fria e muito agitada) íamos ajudando a passar o tempo vendo os esforços de outros carros que iam passando e iam ficando atascados…

Por aqui ficam algumas fotos (apenas as que se podem divulgar :P) de “uma fila de atascados”.



A retirada foi rápida e estratégica porque começou a chover “a meio da tarde” e uma vez que metade do troço tinha bastante argila decidimos não arriscar… Já quase na estrada principal de acesso a Luanda um momento engraçado…





29 de Abril – A chegada do tão desejado carro

Pois é…

8 meses depois de chegar à Terra Avermelhada chegou então a minha viatura…

Não porque não existem, não porque era caro mas porque na primeira metade desse período havia indecisões estratégicas para a empresa e porque na segunda metade desse período estavam a ser tomadas decisões estratégicas para a empresa.

Pode parecer estranho mas é a realidade e este não é um problema da Terra Avermelhada…

O que é importante é que já chegou e que agora aumentam os meus graus de liberdade.

Ah, já me esquecia, é um Jimny cinza. heeheeheheeh

Pelas suas dimensões, assim que me sentei ao volante, senti algo estranho… Parecia que o carro só tinha motor e que, atrás de mim, já nada existia. Senti que havia um grande desiquilibrio no carro mas, após esse primeiro impacto, estou muito contente com o seu desempenho…

A máquina infernal…





13 de Abril – Deambulando por outros Blog’s III

O Fado…

Património Portugês indiscutivelmente…

Pequenas coisas que nem sempre valorizamos quando estamos “em casa”, à distância, assumem uma importância muito maior…

Aqui fica uma excelente reportagem da TV Brasil:


Fonte: http://www.diariodaafrica.com/2010/04/tem-japones-no-fado.html

sábado, 22 de maio de 2010

12 de Abril – Deambulando por outros Blog’s II

Atingido o sétimo mês de vivência no país da Terra Avermelhada, voltei a perder-me nas pesquisas de outras opiniões na internet... Durante estes últimos meses tenho disponibilizado link’s de blogues ou sites que considero interessantes como um todo.

Agora queria algo mais… Queria sentir o que se escreve desta terra… E o primeiro resultado desta pesquisa foi, para mim, muito interessante:

LUANDA, DIA 1
A primeira imagem de Luanda é de poeira suspensa. Da janela do avião, o aeroporto 4 de fevereiro é uma ilha de asfalto cercada por musseques. As casas das favelas são de madeira, metal. Pedras de diversos tamanhos são colocadas sobre as telhas para impedir que sejam carregadas pelas ventanias. O fenômeno repete-se em toda área pobre da cidade.

Carcaças de antigos aviões militares espalham-se pelas pistas secundárias do aeroporto. No desembarque, muita confusão. Apesar de placas indicarem a existência de filas específicas para diplomatas, cidadãos dos países de língua portuguesa, nacionais etc., ninguém respeita as indicações. Procura-se a fila aparentemente mais curta e pronto. Antes disso, é necessário conseguir o formulário de imigração para ser preenchido.

O documento não é distribuído durante o vôo, o que facilitaria a vida de todos. Os passageiros encurralam os dois únicos funcionários angolanos que distribuem o formulário apenas depois que os visitantes mostram o cartão com a vacina contra febre amarela em dia. Difícil entender por que não se exige a comprovação no embarque.

No trajeto do aeroporto até a cidade, mais poeira. Ruas sujas. Prédios detonados. Vendedores ambulantes. Gente à toa. Vigias fardados dormem sentados em cadeiras plásticas em frente a prédios e casas. O trânsito flui. Afinal, é domingo, sete da manhã.

Depois de um breve descanso, algumas compras na Casa dos Frescos, supermercado frequentado basicamente por estrangeiros e angolanos ricos. Coisa pouca, o suficiente para alguns lanches em casa. Tudo caro: biscoito, molho de tomate, queijo, sabonete líquido, ervilhas, manteiga, pão de forma, iogurte. Valor: 17.831,80 kwanzas. Ou US$ 237. Ou R$ 426,50. Cotação do dia: US$ 1 = 75 kwanzas.

Tentativa de almoço na ilha. Mais musseques pelo caminho.

Seguranças dos restaurantes portam fuzis russos AK-47. Sensação desagradável. Será que damos gasosa? Bom, sou adepto da política de que jamais se deve negar uma gorjeta a uma pessoa que carrega um AK-47.

Restaurante lotado. Vamos para outro. Na rua, seis jovens em três vespas quase batem no carro em que estamos. Um deles dá um soco na lateral do veículo.

No restaurante Portugália, mais jovens querem vigiar o carro, lavar o carro, dinheiro. Quando vamos sair, eles estão com as caras grudadas no vidro traseiro do carro, de olho nas compras. Chamam as mulheres brancas de madrinha. Saímos rápido. O primeiro dia em Angola é tenso.

04 de Abril – Feriado: Dia da Paz e da Reconciliação Nacional

Nota: Mais uma vez a pesquisa e o texto foram elaborados pela minha metade. Quem sabe se não terá sido o seu último contributo como “A primeira seguidora”.

Dando continuidade ao post publicado sobre o Feriado de 4 de Fevereiro, dia nacional do esforço armado, este post tem como objectivo aproveitar a realização do Feriado do 4 de Abril para divulgar mais um pouco sobre a história/cultura de Angola.
Independência de Angola em 1975

Como foi mencionado no post relativo ao Feriado do 4 de Fevereiro, depois de longos anos de confrontos, Angola veio a alcançar a independência a 11 de Novembro de 1975, data que tinha ficado decidida na Cimeira de Alvor, realizada em Janeiro desse mesmo ano nesta localidade Algarvia, mais precisamente no Hotel Penina. A Cimeira culminou com a assinatura do Acordo de Alvor, entre o Governo Português e os três movimentos de libertação Angolanos (UNITA, MPLA e FNLA), os únicos escolhidos pelo Governo Português como representantes do povo angolano para este acto.

Fotografia Protocolar do Acordo do Alvor

O Acordo de Alvor permitiu a independência de Angola e previa a paz neste país. O Acordo contemplava ou antevia a eleição de uma assembleia política partilhada por três partidos, os quais tinham por detrás três exércitos e três países com ambições económicas e materiais sobre Angola. Ou seja, para além das disputas internas que existiam entre os três movimentos, internas, estava em causa o apoio aos movimentos de três potências mundiais, em plena guerra-fria - o MLPA era apoiado pela URSS, a UNITA pela África do Sul e a própria China, e a FNLA pelos Estados Unidos.

Os líderes Angolanos aquando do Acordo do Alvor

Nesse mesmo ano Agostinho Neto proclamou a independência e assumiu a presidência de Angola, respondendo assim às invasões militares, comandadas pela FNLA, ao Norte do país com apoio do Zaire e dos EUA, e ao Sul, pela UNITA, com apoio de tropas Sul-Africanas.
Ainda em 1975, O Brasil destacou-se como o primeiro país a reconhecer o novo governo de Angola. O país, nesta data, recebeu apoio de tropas cubanas para combater a invasão militar e já em 1976, tropas Sul-africanas retiraram-se do território Angolano. Contudo, em 1978 as tropas Sul-africanas voltam a investir contra o território angolano, na acção que ficou conhecida como “Massacre de Cassinga”.

No ano seguinte de 1979, o presidente Agostinho Neto morre durante tratamento médico em Moscovo e José Eduardo dos Santos viria a suceder-lhe, assumindo o comando do governo. Nesta altura iniciava-se um ciclo de acontecimentos no país, como a continuação da guerra civil. Em 1984 o presidente José Eduardo dos Santos apresentou às Nações Unidas uma “plataforma de paz”, proposta pelo seu governo que culminou com várias tentativas de se chegar a um entendimento.

Em 1989 realizou-se a cimeira de Gbdolite, sob a condução do presidente Zairense Mobuto Sesse Seko, que era conhecido como aliado de Jonas Savimbe, líder da UNITA. O Acordo fracassou sem chegar a ser colocado em prática, devido à violação do “cessar fogo” pela UNITA enquanto a cimeira era realizada. Em Maio de 1991 a UNITA e o MPLA voltam à mesa de negociação e assinam em Portugal o acordo de Bicesse.

Acordo de Bicesse

Este acordo, assinado no Estoril, mais concretamente na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, estipulou que seriam realizadas as primeiras eleições livres e democráticas em Angola, supervisionadas pelas Nações Unidas, assim como todas as forças beligerantes seriam integradas nas Forças Armadas Angolanas (FAA), prevendo assim o desarmamento das partes e a criação de um exército único. Nesta altura em Angola já vigorava o sistema do multipartidarismo. Este Acordo permitiu um armistício temporário na Guerra Civil de Angola entre MPLA e a UNITA.

No ano de 1992, foram realizadas as primeiras eleições gerais democráticas sob supervisão da ONU. Mas o chefe da Organização das Nações Unidas acusou a UNITA de ocupar militarmente várias regiões do país e Jonas Savimbi, que perdera as eleições, recusa a derrota e ordena que seu exército recomece os ataques.

Primeiras eleições democráticas

Em 1993 os EUA, através do presidente Bill Clinton, reconhecem oficialmente o governo Angolano. No ano seguinte a UNITA, que estava fragilizada e desarticulada, cede às pressões internacionais por uma saída diplomática. Nesse ano foi então assinado o Protocolo de Lusaka, na República da Zâmbia, que previa a formação do Governo de Reconciliação Nacional (GURN), com a participação dos políticos da UNITA e, tendo como signatários, o Governo de José Eduardo dos Santos e a UNITA, com o objectivo de resolver o conflito armado pós-eleitoral, que só viria a conhecer o seu fim em Abril de 2002.

Protocolo de Lusaka

O Governo de Reconciliação Nacional (GURN) tomou posteriormente posse a 11 de Abril de 1997 e foi constituído maioritariamente pelo MPLA, em conjunto com a UNITA e outras forças políticas com assento parlamentar. No ano seguinte, em 1998, alguns integrantes da UNITA criam a UNITA Renovada encabeçada pelo, ex - secretário geral, Eugênio Muanovacola. Dando seguimento a esta iniciativa, a UNITA intensificou os ataques em várias regiões de Angola o que levou a ONU a declarar Jonas Savimbi como criminoso de guerra e estabelecer novas sanções para países e empresas que prestassem apoio ao seu movimento.

Em 1999 as Forças Armadas Angolanas, iniciam a “Operação Restauro”, libertando milhares de civis e restabelecendo o controlo de 98% do território angolano.

Esta ofensiva resultou na morte em combate do líder e fundador da UNITA, Jonas Malheiro Sidónio Savimbi, quando um número restrito de operacionais de UAT (Unidade Anti-Terror), acompanhado de cães treinados algures em Portugal, o feriu mortalmente com 7 balas (há quem diga que foram mais), no dia 22 de Fevereiro de 2002 nas matas do Lucusse (Moxico).
Com a morte do Presidente da UNITA, tiveram início contactos exploratórios entre as forças residuais da UNITA e as FAA, no Luena, província do Moxico, processo que culminou na assinatura, a 4 de Abril de 2002, de um Protocolo de Entendimento entre as partes, complementar ao protocolo de Lusaka (assinado previamente 8 anos antes).

O abraço histórico entre o presidente da República, José Eduardo dos Santos, e o general da UNITA, Abreu Muengo Ucuatchitembo Kamorteiro, na Assembleia Nacional em Luanda, marcou o dia 4 de Abril como a data consagrada como o dia da paz e reconciliação nacional em Angola, dando assim origem a este feriado nacional.

Abraço histórico entre Presidente José Eduardo dos Santos e General Abreu Kamorteiro, marcando o dia da paz e da reconciliação nacional em Angola

Em 29 do mesmo mês e ano, era assinado, em Luanda, o documento que punha fim à guerra em Angola e abria as portas para a reconstrução do país que, após um longo período de guerra, se apresentava muito destruído.

Resultados do Conflito

29 de Março – Deambulando por outros Blog’s I

“Perdido” pela net, em Janeiro, encontrei um blog que me chamou a atenção. Pela forma como está escrito mas, também, pela “familiaridade” do que é dito decidi ler melhor. Decidi tentar perceber quem seria a pessoa que estava por detrás do meu ecrã.

Ainda não sei, é certo, mas tentarei descobrir.

À partida sei muito pouco.. Um profissional, provavelmente da area da construção civil, que se predespôs a assumir um desafio, acima de tudo, pessoal…

Alguém que vê em Angola uma experiência de vida e que decidiu dar um pontapé na monotonia.

O link já está disponível no blog mas aqui o link para que, quem quiser, se possa entreter com os interessantes post’s.:

http://2010viveremangola.blogspot.com/

Com esta “descoberta” abriu-se o apetite para deambular pela net de forma a “ouvir” outras opiniões, sensações e vivências... Espero conseguir publicar mais relatos brevemente…

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