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sábado, 22 de maio de 2010

14 de Março – O que fazer quando querem dormir connosco à força?

Saímos do quarto…

É verdade… Hoje senti na pele, pela primeira vez, o que são as chuvas na Terra Avermelhada.

Perto das 23 horas começou a chover um pouco, nada de especial, e após cerca de 30 minutos dessa forma a intensidade aumentou e, em cerca de 10 minutos encheu o logradouro da casa (que também não é muito grande e que tem uma drenagem insuficiente) e o meu quarto começou a ser “invadido”.

Após o início da “invasão”, em 10 minutos fiquei com uma lâmina de 4 cm de água dentro do quarto (que até tem uma área considerável).




Mais uma aventura na Terra Avermelhada porque acabei por ter que retirar tudo o que estava no chão e, também, no nível do roupeiro inferior, em pouc tempo.

Sorte que não estava ainda deitado senão não teria notado absolutamente nada…

quinta-feira, 13 de maio de 2010

13 de Março – Concurso de cozinha: Jantar Mexicano

Depois do inicio do concurso e de um belíssimo jantar Americano (do qual não tenho fotografias devido a um pequeno problema técnico com a máquina fotográfica) aqui fica uma pequena amostra do “repasto” de mais um dia muito engraçado.




Parabéns aos cozinheiros. Conseguiram estar ao nível dos dois grupos anteriores (mas um bocadinho atrás do “meu” grupo - ehehheheheh).


quarta-feira, 12 de maio de 2010

13 de Março – O primeiro passo de uma nova Era?

Enquanto fazia a “normal” leitura matinal dos jornais online deparei-me com algo que, acredito, seja o primeiro passo de uma nova Era… Depois dos computadores começarem por ser grandes caixotes que ocupavam salas e salas com os seus componentes, chegaram às dimensões que conhecemos hoje em dia. Fizeram um “longo” percurso (ou tiveram uma implementação repentina, conforme a escala temporal que pretendamos utilizar) e, hoje em dia, “condicionam” os nossos comportamentos, hábitos e rendimento laboral.

E depois de “se atingir o limite” o que é que surge? Tudo de novo…

Novamente um computador de dimensões incompreensíveis mas que, desta vez, já está um passo mais à frente… No fundo é o início da inteligência artificial…

Mais uma fase de grandes mudanças que, quem não tiver “abertura de espírito” e “capacidade de mudança”, não conseguirá acompanhar…

Confesso que achei a notícia ainda mais interessante porque nesta altura estou inserido numa sociedade em que, poucos são aqueles que têm acesso “à primeira geração de computadores”. É verdade… Pode até parecer estranho para quem “vive no mundo Europeu” mas a realidade é essa… Sinto que este poderá ser um salto demasiado grande para um grande número de pessoas que, “repentinamente”, ficarão tão atrasadas tecnologicamente que passaram quase a ser interpretadas como “inúteis”.

A Notícia…

Elementar, meu caro. Vem aí o supercomputador da IBM

Dentro de alguns meses, um novo supercomputador vai enfrentar um desafio nunca antes apresentado à sua espécie: responder a perguntas para as quais não está preparado. Isto é, pensar. O supercomputador, que ocupa o espaço de vários estádios de futebol, chama-se Watson - como o fiel companheiro de Sherlock Holmes. E o teste a que será submetido é a participação no concurso "Jeopardy", um dos mais difíceis e antigos da televisão norte-americana. O projecto é da tecnológica IBM, maior fabricante mundial de supercomputadores, que está a ultimar o Watson para que esteja pronto em 2011. Será o primeiro computador a entender linguagem natural e a responder da mesma forma, em vez de fazer uma busca interna na base de dados à procura do item que corresponde à questão. E para que servirá um computador assim?

"Apoio ao cliente", responde John E. Kelly, director mundial de investigação dos laboratórios da IBM. "Mas o mais importante é que ajudará na prestação de cuidados de saúde em países emergentes, onde pode ser mais fácil ter acesso a uma máquina que a um médico de família." Para desgosto dos fãs de ficção científica, até agora nenhum cientista conseguiu inventar um computador que entenda o utilizador. Mas o Watson vai chegar mais perto que nunca deste ideal. Poderá realmente perceber o que lhe perguntam e responder de forma adequada.

Trata-se de um dos projectos mais ambiciosos que os laboratórios de inovação da IBM têm em mãos, mas há outras iniciativas com grande potencial de impacto, por exemplo na área da saúde. John E. Kelly conta que está em curso na Europa um megaprojecto para o tratamento do VIH, doença que tem de ser tratada com um cocktail avançado de medicamentos baseados na gravidade e nos sintomas.

"Criámos uma enorme base de dados com toda esta informação a nível da União Europeia", explica Kelly. "Agora estamos a adicionar dados genéticos dos doentes com VIH no sistema de análise, que é 75% mais preciso a determinar o mix óptimo de medicamentos, o cocktail ideal, que qualquer médico do mundo". Ou seja, "os médicos não têm de adivinhar". Este supercomputador vai dizer: "Com base na genética, nos sintomas e nas características da pessoa, estas são as melhores soluções."

John Kelly, que falou com o i à margem do evento mundial da IBM CIO Leadership Exchange, em Barcelona, defende que este tipo de inovações será crucial para áreas como a saúde e o ambiente, mas também para os negócios. O software analítico da IBM serve, por exemplo, para que a petrolífera holandesa Shell descubra quais os melhores métodos de extracção de petróleo em poços onde é preciso ir cada vez mais fundo. Ou, no caso da transportadora alemã Lufthansa, para prever os fluxos de procura em múltiplos destinos e o número adequado de aviões a operar num aeroporto. O Bank of America usa-o para prevenir fraudes. "Só vamos ganhar mercado com base em inovação", defende Kelly, explicando que foi por isso que a empresa decidiu vender a emblemática divisão de computadores em 2004 aos chineses da Lenovo. "Os PC são 'commodities'. Não nos conseguimos diferenciar", conclui. Pelo contrário, a empresa norte-americana é a rainha dos supercomputadores, dominando sistematicamente o top dos maiores supercomputadores do mundo.

Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/50901-elementar-meu-caro-vem-ai-o-supercomputador-da-ibm

11 de Março – Pequenos gestos que ajudam muito

A imagem fala por si…


Basta que pensemos um pouco antes de imprimir qualquer coisa que recebemos e, só esse pequeno gesto, servirá para reduzir significativamente a quantidade de papel gasto.

Se todos contribuirmos um bocadinho terá um grande impacto “na nossa casa”.

FONTE:
http://obviousmag.org/olhares/arquivo/2010/03/pense_antes_de_imprimir.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+OBVIOUS+%28o+b+v+i+o+u+s%29&utm_content=Google+Reader

domingo, 9 de maio de 2010

8 de Março – Rio Longa Dia 3

Pois é…

O que é bom acaba depressa. Depois dos fantásticos dias de descanso e praia chegava a hora de dizermos adeus e regressarmos a Luanda.

Não o poderíamos fazer sem deixar “a nossa marca” no livro do complexo.

Pelo seu aspecto tão rudimentar e característico, não poderia deixar de mostrar uma fotografia da sua capa:


E já agora… Aqui fica, numa magnifica tirada artística da Andreia, “a nossa marca”:

(não.. não foi uma criança de 3 anos a fazer este desenho…) :P

Um “adorno” da varanda do restaurante 


Chegada a hora… De regresso a casa… Esta fotografia foi tirada a meio do percurso que fizemos de kaiake. Imaginem-se aqui sem qualquer ruído incomodativo…


Um “navegador local” a meio do nosso percurso até ao parque de estacionamento. Um barco talhado à mão, claro está, em madeira…


Cais de chegada…

7 de Março – Rio Longa Dia 2

Ao acordar o dia não parecia muito promissor…



Felizmente pelas 9.30 o dia melhorou e permitiu-nos disfrutar da maravilhosa praia.

Para a história fica uma “sessão de carinho” entre mim e o “Louis”.

Resultado do seu desejo de brincar com o “papagaio” do Ludgero…

Reza ainda para a história uma “amizade” um pouco incomodativa que todos os hópedes deste fim-de-semana tiveram no complexo. Alguém era “um pouco incomodativo e inoportuno”.

Eheheheeheh

E finalmente um último episódio…

O episódio dos “dois artistas” (eu e o Ludgero) que decidiram ir dar a volta de kaiake à “ilha” onde fica o complexo. Um passeio muito agradável, sem dúvida, de comunhão com natureza. A total ausência de ruído fe-nos sentir num local paradísiaco, muito devido às tonalidades verdes da vegetação.

Fantástico não é?

Sem dúvida… Mas passado cerca de uma hora saber que, no percurso que tínhamos feito, tinham sido visto jacarés (com cerca de 4 metros) deixa-nos a pensar… Nessa altura imaginei o que seria termo-nos cruzado com eles… Correu tudo bem e, para a memória, fica apenas o registo daquele passeio, felizmente!!!

Desse dia apenas 3 fotografias…

“O cais” de chegada à praia:


O mobiliário de apoio à praia perto de outro pôr-do-sol, igualmente agradável mas menos “marcante”.


E mais uma brincadeira com o pôr-do-sol

6 de Março – Rio Longa Dia 1

Mais uma oportunidade para conhecer algo diferente neste vasto país. Mais uma vez, a minha descoberta foi feita com o grupo de amigos que me “adoptou”. Um fim-de-semana no Complexo do Rio Longa!

Mas o que é o Complexo do Rio Longa? A definição inicial que ouvi foi semelhante a esta: “um complexo turístico muito bom para descansar, em plena praia”. A definição colocou as expectativas bem altas…

Na realidade este relato começa no dia 5…

Porquê? Porque, depois da definição inicial, estava na altura de saber mais pormenores, e foi no dia 5 que a Andreia me disse: “O local não tem electricidade nos quartos, só tem rede de telemóvel num local muito específico, não tem nada para fazer à noite, e é um local com mosquitos portanto não te esqueças do repelente. Nós deixamos o carro num estacionamento e vamos de barco para lá… Ah, e temos que levar lanternas!”. A minha primeira reacção foi de espanto. E a segunda? De negação… Julgo que me saiu algo do género “O quê? Mas se é assim porque é que vamos para lá?”. Ela esboçou um sorriso bem audível e perguntou se já estava preocupado porque seria díficil falar com a minha metade. Bom… Esse era um dos factores, sem dúvida mas, para além disso, estava também admirado porque a definição inicial não fazia antecipar tamanhas privações…

Depois de desligar o telefone, uma vez que tudo já estava combinado, pensei “e porque não? Pode ser uma aventura engraçada”. E lá fui eu para casa, infelizmente, trabalhar até às duas e meia da manhã (sendo a partida às 6).

O percurso é pacífico… O complexo fica cerca de 50 km mais a sul de Cabo Ledo e, por isso mesmo, os problemas de trânsito resumem-se ao trânsito da cidade. O restante percurso, após Benfica, é apenas perigoso devido às velocidades e ultrapassagens…

Enquanto estacionávamos vimos então a “jangada”, moderna, que seria o nosso meio de transporte até ao complexo.

Após a partida “o primeiro postal”:


E lá arrancámos nós em direcção ao local tão “místico” que a Andreia tinha referido. Cerca de 2 minutos após a partida a vista era esta:


Depois de, num local, o “marinheiro” nos ter alertado para a presença de 2 jacarés (que nenhum de nós viu devido à distânci), olhando para trás tínhamos esta vista:


Cerca de 15 minutos depois da partida avistei aquilo que parecia ser o complexo


Mas pensei que não deveria ser aquele… Tendo em consideração o preço, deveríamos ir para algo um bocadinho melhor. Enquanto nos íamos aproximando a velocidade da “jangada” ia reduzindo e comecei a recear que, de facto, o complexo fosse ali. Nos primeiros instantes estava incrédulo. Não queria acreditar que era ali. As “casas” tinham um aspecto muito rudimentar e pouco confortável… Mais de perto a vista era esta:


Chegados a bom porto tínhamos uma anfitriã. Uma senhora já reformada da Namíbia que nos recebeu de uma forma muito carinhosa e família. O Pedro e a Paula são frequentadores “assíduos” e por isso mesmo tivemos direito a uma atenção mais especial. Feita a recepção iríamos então levar as coisas para os quartos e…




… e eram assim.

E após vistos os quartos, confesso, que as perspectivas para o fim-de-semana melhoraram significativamente.

Basicamente o complexo tem uma construção principal que é o restaurate e bar e depois, através de passadiçoes de madeira, faz-se o acesso aos quartos que são, basicamente, iguais entre si (excepção feita a um que tem, creio, 12 camas).

À frente do complexo um dos canais do Rio Longa e, do outro lado do cordão dunar, a praia. Para o acesso à praia cerca de meia dúzia de kaiakes para que os hóspedes não se molhassem.

Ao fim da tarde “um quadro” pintado à frente da varanda do quarto…




Enquanto registava “os quadros” outros dois…

A “Jangada” que faz o transporte desde o parque de estacionamento até ao complexo:


O passeio de kaiake de uma família…


E pouco tempo depois um pôr-do-sol tipicamente Africano.





E a minha preferida…


E depois de um belo jantar, não havendo energia eléctrica a nossa noite foi passada a jogar póquer na varanda do restaurante. Alguns mosquitos mas, sem dúvida nenhuma, um bocado bem passado. Parafraseando a Andreia “deitámo-nos com as galinhas” porque, sendo o pôr-do-sol pelas 18 horas pelas 21 já parece que é meia noite.

Também por isso um local óptimo para descansar.

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